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  • Quando

    Poesia Os anos se contavam pelos dedinhos de uma mão... Quando, no jardim da nossa infância Coloridas borboletas pousavam Rindo em nossas cabeças... Quando, nos banquinhos sentadas Eramos deusas algemadas Libertadas pelo sonho... Quando, aprendemos a soletrar E na tabuada cantar... Cantámos floridas primaveras Que corriam como quimeras Sem saberem regressar Cantámos luares e verões, Sol, frutos, recordações... Com o Outono a chegar... Sinfonia da vida Deu-nos Deus Esta beleza A amizade cimentar.

  • Shark Finning em Portugal

    Desde pequena escutei que “filha de peixinho, peixinho é”, mas não foi até morar perto das praias mais lindas do mundo que percebi que sou mesmo um peixinho. Com 14 anos, comecei a mergulhar de cilindro e rapidamente consegui moderar minha respiração e ficar minutos e minutos debaixo d’água, nadando entre os corais e os peixes sem pensar em nada, só no incrível que seria que as próximas gerações tivessem a mesma experiência. Durante os anos que fiz mergulho vi de tudo um pouco, mas sem dúvida o mergulho que o instrutor me colocou do lado de um tubarão-gata foi um dos mais incríveis de todos. E é por isso que assim que escutei do Stop Shark Finning decidi me inscrever sem pensar duas vezes. O SSF é uma rede universitária que trabalha para a consciencialização da venda de barbatanas de tubarões através da arrecadação de assinaturas. Trabalhamos para que nossas vozes sejam ouvidas e para que animais inocentes não precisem sofrer nas mãos do ser humano, até porque esta prática cruel não traz nenhum benefício ao meio ambiente. O finning trata-se de remover as barbatanas dos tubarões e lançarem a carcaça de volta ao mar. E existem provas recolhidas pela GNR no dia seis de janeiro deste ano de uma embarcação que escondia no seu porão “um total de 83 barbatanas de tubarão e 21 quilos de tubarão esfolado e esviscerado”, ou seja, não é um problema distante nem um problema que nos afetará somente no futuro, mas é algo recente e que já está acontecendo. Segundo o mesmo documento da GNR, o finning contribui para a mortalidade excessiva dos tubarões e mesmo assim a União Europeia é um dos maiores exportadores de barbatanas e uma importante plataforma de transito para o comércio das mesmas, “apesar da proibição de remoção das barbatanas a bordo dos navios da UE e nas águas da UE, e da obrigação de desembarque dos tubarões com as barbatanas unidas ao corpo”. Mesmo sabendo que não poderemos mudar o mundo o que a SSF é admirável: com uma equipe diversificada e dedicada nos concentramos em fazer saber a todos sobre a verdade, sobre o que realmente fazem a estas criaturas e sobre como podemos fazer com que isto acabe de uma vez por todas.

  • Canção do Mar

    Poesia É triste a canção do mar Que à noite, instante, me chama; Narra momentos ao luar Afundados já na lama. Escuto-a num banco d'areia, Não longe da escura costa; Assim me encanta e desgosta, Solidão feita sereia. Está no marulhar das ondas, Que vão e vêm tranquilas Em indiferentes sibilas Ante verdades hediondas. Está na brisa leve e lassa, Que segreda ao mar parado Os infortúnios e o fado De uma anunciada carcaça. É calmaria traiçoeira Que me quer pôr fim à viagem. Traz-me ao limiar da voragem, A uma funesta soleira. Malévola melodia, Rumorejando mentiras Por um manto de safiras A um ser em agonia. Pede-me para mergulhar, Sob a impávida lua, Na água cálida e nua Que não quis ainda esfriar; Para que nela desvaneça Tudo o que de mim existe, Sem saber o que subsiste, O que em mim arde e não cessa. Não será ainda afogado, Caído nas profundezas, Depois de tantas empresas, O meu ser no mar salgado; Sinto os ventos de mudança, Por fim frescos e risonhos, E retomo os cem mil sonhos Daqueles tempos de criança.

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