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textos (455)
- Junior Law School 2026
Excelentíssima Comunidade Académica, Entre os próximos dias 13 e 17 de julho decorrerá a Junior Law School na nossa faculdade. Esta semana consiste numa experiência imersiva destinada a estudantes do ensino secundário e a todos os jovens interessados em explorar uma futura carreira jurídica. Aqui, os participantes terão a oportunidade de conhecer o mundo do Direito e contactar de perto com a realidade académica e social da vida universitária na NOVA School of Law. Este programa contém diversas dimensões, tanto académicas (com uma verdadeira aula de introdução ao direito e a oportunidade de participar num Moot Court), como culturais (com visitas institucionais) e recreativas (com atividades de integração e momentos de convívio). Para além disto, os jovens terão também oportunidade de conhecer o Jur.nal e os demais núcleos e associações da nossa faculdade na “Feira dos Núcleos” que se irá realizar também durante esta semana. Dada a importância desta iniciativa, tanto para a nossa Faculdade, como para a Associação de Estudantes e demais núcleos e associações da NOVA SOL, serve esta carta aberta como apelo à partilha, de modo a que a mesma possa chegar ao máximo de jovens que almejem seguir a via jurídica e tenham interesse em participar nesta semana cheia de experiências enriquecedoras! Cumprimentos, A Equipa de Organização da Junior Law School
- (para a minha) pequena eu
esqueci-me de ti e de como eras quem foste? já não sei… cada traço da tua personalidade foi-se desvanecendo da minha memória é triste pensar que agora falo de ti como a personagem de uma história moldaste-me pela tua realidade. havia uma pura ingenuidade em ti, que hoje em dia invejo em ter uma vontade de criar e explorar que agora gostava de me rever porque foste? eu sei a razão. deitei os restos da tua existência para fora… por favor fica mais um pouco, não te vás já embora se pudesse, abraçava-te e pedia-te desculpa porque nada do que passaste foi por tua culpa.
- Meio croquete para o caminho
Ele tem a boca entre parêntesis cada vez mais retos, as orelhas notavelmente à procura de uma boca que as fale, descoladas, livres, — Senhor Jorge, era uma dose de Lampreia para levar. e eu a querer ser ele, numa daquelas manhãs matinais em que o teu queixo caído e pintado me cochichasse a mim e só a mim mistérios que agora são de fé e sonho apenas, e depois andando de mãos dadas aos encontrões num caminho torto e um pequeno que nos farte de vergonha quando nos perguntar em som teatral no meio de um restaurante o que significa ontologia ou paneleiro. — Senhor Jorge, mas se não há Lampreia não faz mal, levo meia dose de peixe espada preto que até me enche mais. Talvez com o bigode dos meus antepassados a fazer sombra não consiga ultrapassar este ar de seminarista perpétuo, com estas hastes italianas a arredondar-me as olheiras, não me permita mais do que de ti um olhar que partilha, nesse castanho meu deus, o nojo que temos e a curiosidade que inventamos ao ver um envelope gasto. — Se o senhor Jorge só tem atum, que seja atum. Um sol de velho posto, isto nunca se sabe quando será a última vez, sou capaz de ter regado demasiado esta planta que tem um tronco com uma espessura bíblica e as folhas ali tão mimosas, e eu com esta cara passeando melancolias pelos canteiros, com esta cara nojenta de delegado sindical, com uma bronquite que não se decide (eu que nem fumava) e a ver na internet anúncios de jazigos com vista Tejo. — Senhor Jorge, então é só uma sopinha para levar e acabou-se. eu que até já vivi são, num país cujo posto fronteiriço era o sorriso alcoviteiro da minha mãe, e agora as persianas escondem nos seus buraquinhos a cor laranja que a cidade tem de noite e na mesa de cabeceira um relógio mas digital de forma que dedico os fins de tarde a ouvir a minha própria barba crescer e depois vou logo para a cama às nove que é para as minhas insónias começarem mais cedo. De quando em vez liga-me a minha mãe o que é uma chatice na medida em que é má educação falar de boca cheia e sou obrigado a cuspir as pastilhas, as doze, e a perder a coragem, ainda que já não queira manhãs matinais nem plantas mimosas, apenas uma nespereira que respire devagar com um tronco leve e com vista Tejo. — Senhor Jorge, por favor, arranje-me pelo menos meio croquete para o caminho, que daqui para o cemitério ainda sou capaz de ter de ir a pé.
redatores (9)
- Arquivo | Jur.nal
Arquivo Digital Professora Vera Eiró Caros Leitores, Sejam bem-vindos ao Arquivo Digital Professora Vera Eiró. Em 1997, Vera Eiró, Bárbara Churro e Luís Ricardo decidem criar um núcleo de escrita, enquanto via de escape aos Estudantes da FDUNL. Esse núcleo, o Jur.nal, foi dando voz aos Estudantes de Direito nos últimos 25 anos. Agora, no seu 25.º Aniversário, a Direção 2024/2024 homenageia as três pessoas que o fizeram acontecer, com uma menção especial à Professora que por aqui ficou, acompanhando o crescimento da planta cuja semente plantou. Obrigado, obrigado, obrigado. – Direção 24/24 17 de maio de 2024, Anfiteatro A da NOVA School of Law Vera Eiró Bárbara Churro Luís Ricardo Clica aqui para aceder Nov 1998 Mar 2001 Mai 2004 Dez 2012 Nov 2015 Abr 2017 Dez 2018 Abr 2023 Fev 2024 Mar 2025 Fev 1999 Mai 2001 2007/08 Mar 2013 2015 Jun 2017 Abr 2019 Abr 2023 25ANOS Out 1999 Mar 2002 Out 2009 Mai 2013 Mar 2016 Out 2017 Dez 2019 Abr 2023 Dez 2024 Mar 2000 Dez 2002 Mar 2012 Nov 2013 Mai 2016 Dez 2017 Fev 2021 Abr 2023 Dez 2024 Mai 2000 Abr 2003 Abr 2012 Abr 2014 Out 2016 Abr 2018 Mai 2021 Abr 2023 Jun 2025 Dez 2000 Dez 2003 Mai 2012 Nov 2014 Dez 2016 Mai 2018 Mai 2022 Fev 2024 Mar 2025
- Jur.nal | Uma voz pela cultura
O Jur.nal é um núcleo de estudantes autónomo da NOVA School of Law, investido na missão de valorizar e dignificar tudo aquilo que nos valoriza e nos dignifica a nós enquanto humanos: a cultura, a arte, a literatura e a poesia. A R T. 7 3 .º / 1 Constituição da República Portuguesa Todos têm direito à educação e à cultura. "Entre nós e as palavras, os emparedados e entre nós e as palavras, o nosso dever falar" Mário Cesariny Dizem os passarinhos... Aqui estão as novidades que voam por aí É com muito gosto que a Direção apresenta “Fora do Cartaz”, uma rubrica de foro cultural onde se procura iluminar aquilo que, tantas vezes, vive nas margens - o que acontece longe dos palcos principais, onde a arte respira sem pressa, ainda pulsando em estado bruto. Estes acabaram de sair do forno... Maternidade e os Atuais Desafios da Mulher no Direito, uma conversa com Leonor Caldeira Matilde Almeida 3 days ago 8 min read Uma Luta Armada entre Quem Amava e Quem é Hoje a minha Amada Anónimo 5 days ago 4 min read Direito ao Ponto com Cátia Moreira de Carvalho e João Athayde Valera: O que é afinal o grupo neonazi português 1143? Jur.nal e CLSS 6 days ago 13 min read J.K. Rowling: a fantasia por detrás da livraria Sísifo Martins 7 days ago 1 min read ... Sobre nós Ora, vejamos, reza a lenda que no Jur.nal nunca foi avistado um único jurista e dos que entravam pelas portas jur.nalescas a dentro (até gritando em alto e bom som “abre-te sésamo”) nunca mais se ouviu falar deles. Aqui não há juristas. Banimos os juristas do Jur.nal. Ler mais... Rubricas Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Espreita aqui... Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Espreita aqui... Melopeia A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos. Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Espreita aqui... "Ergue-te, pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!" Antero de Quental
- Rubricas | Jur.nal
Escrita Livre Aqui não há mapas nem regras fixas. As palavras aparecem como querem, seguem o ritmo do pensamento, do impulso ou do dia. É um território onde és convidade a experimentar, e onde a liberdade é a única exigência. Já dizia Fernando Pessoa, Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo. Read More Poesia Há composições que não caminham linearmente, ganhando asas e flutuando no universo sem fim. A poesia nasce entre poeiras nesse cosmos, onde as palavras respiram, tropeçam e se abraçam. É onde o silêncio também escreve, onde uma frase miúda contém todo um mundo, e onde cada verso é um convite para olhar mais devagar. Read More Crónicas Pequenos fragmentos do dia a dia tornam-se matéria de escrita. A crónica observa, interpreta e transforma o comum em algo que merece ser lembrado. Deixa que o teu olhar recolha o que o tempo quase apaga e converte instantes breves em palavras que permanecem. Read More Apreciação Crítica Muita atenção! Nesta rubrica observa-se tudo com a devida cautela, escuta-se o que está nas entrelinhas e tenta-se compreender o que está por dizer. Sejam bem-vindos ao encontro entre quem cria e quem interpreta. Read More Texto de Opinião Eis um espaço onde as ideias ganham voz própria; onde se pensa em voz alta e se questiona o que parece certo e dar forma ao que se sente. Cada texto é um ponto de vista lançado ao mundo, aberto ao diálogo, à discordância e à reflexão que continua mesmo depois da última linha. Efetivamente, a doutrina diverge… Read More Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença, não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Read More Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Read More Melopeias A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos.Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Read More Entrevistas Não se procuram meramente perguntas e respostas; procura-se perceber, sentir e descobrir. Aqui as vozes revelam-se e as histórias pequenas ou grandes encontram lugar para respirar, cada entrevista sendo um mapa de curiosidades e um convite para olhar o mundo pelos olhos de quem o vive. Read More Sem Direito Com a intenção de criar uma ponte transparente entre os estudantes, docentes e não docentes da NOVA SOL, a antiga coordenação de entrevistas composta pela Maria Leonor Baptista e pela Maria Castro Ribeiro deram luz a esta rubrica (inspirada no estilo do Guilherme Geirinhas), que te transporta, entre ironias, até aos mais ínfimos segredos e contos dos entrevistados - sem inibições, tabus, ou direito. Read More Trocado por Miúdos O Trocado por Miúdos é uma ode à brevidade. O reconhecimento de que, por vezes, dizer pouco é dizer o suficiente, e que algumas escassas palavras podem percorrer em nós um longo caminho. Criada pela Maria Leonor Simão, esta é a rubrica para todas as linhas rascunhadas nas notas do telemóvel ou num caderno, deixadas ao esquecimento. O espaço para todas as frases que se ouvem de raspão na rua e que ficam connosco. A casa para toda a expressão literária que, não exigindo um romance, ainda assim merece ser lida. Tudo é bem-vindo! Read More Dicionário Antes de serem som, as palavras foram desenho; traços gravados para fixar o mundo; símbolos inventados para dar forma ao invisível. Neste nosso dicionário idiossincrático, regressamos a essa origem: cada palavra é um sinal aberto, reinterpretado por quem o lê e por quem o escreve. Aqui, desenhar é definir; definir é redesenhar; definir é imaginar. Read More Fora do Cartaz Shhhh, é segredo. Esta rubrica, dedicada à cultura, serve para refletir a luz incidente que por vezes não é captada. Encontramos vozes que começam, projetos que crescem e ideias que ainda não pediram licença para existir. Na verdade, não é um segredo - é precisamente o contrário, um espaço de descoberta e partilha, que almeja que a cultura independente ganhe visibilidade sem precisar de gritar. Ou talvez precise. É bom gritar. Read More
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