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- Peer2Peer - lado a lado, futuro partilhado
Não é voluntariado, não é “ajudar o outro”. Não vem no horário, não dá créditos, não é jurídico. É humano, é real. É ver o outro como um igual. É caminhar lado a lado. Porque há caminhos que não se fazem sozinhos. É aqui que começa o Peer2Peer. É um projeto que prepara TODOS para a entrada no mercado de trabalho, sensibilizando para os obstáculos existentes na inclusão de pessoas portadoras de deficiência. Jovens universitários serão emparelhados com jovens portadores de deficiências diversas, com o desafio de se ajudarem mutuamente no percurso de preparação para o mercado de trabalho. No Peer2Peer, contamos com a presença valiosa de profissionais relacionados tanto com o mundo do Direito, como com o processo de recrutamento inclusivo: pessoas que conhecem as portas e os obstáculos do mundo laboral atual. Através de palestras, workshops, partilha de testemunhos e de simulações de entrevistas de emprego, os participantes sairão prontos para enfrentar um processo de recrutamento com sucesso, além de ganharem uma visão mais ampla e inclusiva. Porque um mercado de trabalho que exclui não é competitivo. É incompleto. Daí a importância de todos saírem com uma visão mais humana, mais justa e mais inclusiva do mundo profissional. Este projeto traz benefícios para todos os envolvidos. De forma sintética, os participantes irão: Conhecer melhor a realidade do mercado de trabalho; Aprender a fazer um CV e uma Carta de Motivação, com o auxílio de especialistas em recursos humanos; Participar numa simulação de entrevista de emprego com recrutadores, que darão feedback ; Desenvolver soft skills, nomeadamente: empatia, comunicação interpessoal e adaptabilidade. Mas o Peer2Peer não vive só de sessões. Não se limita a skills profissionais. É uma oportunidade para conhecer pessoas novas e contactar com realidades diferentes. Entre conversas informais e risos inesperados, criam-se laços. Amizades improváveis. Perspetivas novas. "O nosso projeto foi espetacular, foi giro e gostei muito, foi uma experiência divertida, gostei de fazer os trabalhos e tudo." -Beatriz Campos, jovem portadora de deficiência, participante do Peer2Peer 2025 Participar no Peer2Peer é sair da bolha académica sem sair da faculdade. É perceber que incluir não é apenas dar voz, mas aprender a ouvir e entender. Fornece competências essenciais, tanto a nível pessoal como profissional. "Era aquela hora semanal em que eu sabia que ia receber um grande abraço, rir muito, e ao mesmo tempo aprender algo útil para o meu futuro. Uma lufada de ar fresco no meio da rotina caótica de um estudante de Direito." -Raquel Nunes, aluna da Nova SOL, participante do Peer2Peer 2025 Podem inscrever-se até 17 de fevereiro através do link . Estamos disponíveis para esclarecer quaisquer questões que tenham, através do email p2p.novalaw@outlook.pt , pessoalmente na faculdade, e/ou através de mensagem privada. Esperamos que abracem esta iniciativa com o mesmo carinho e dedicação que nós! Até já! As managers, Beatriz Meleiro e Raquel Nunes
- Nunca Mates o Mandarim
Na noite de 8 de janeiro de 2026, o Jur.nal esteve nos bastidores do MUSA de Marvila com os Nunca Mates o Mandarim, na úvula daquela que seria a introdução do álbum primogénito da banda a Lisboa. No átrio sôfrego do que a noite prometia, deu-se voz às meditações que decorrem da escuta dos Mandarim , devolvidas por esclarecimentos e pano para outras tantas, depois tingido e complexificado com o presentear de Bola de Bilhar . Quem são os Nunca Mates o Mandarim? Procurar conhecê-los na internet é ler em todas as páginas que são projeto nascido do terem tempo de sobra para queimar - confessam que assim o era na génese do grupo de carimbo portuense e guelra de rock alternativo que apalpou terreno na cena nacional em 2023 com a estreia do EP Parou p’ra ver . Hoje dizem-se mais azafamados e jubilosos por isso, com a agenda recheada entre o semeio do novo álbum pelos palcos do Porto, Braga e Lisboa, e o mesmerizar do país com “Fumo”, a música com que se inauguram no Festival da Canção deste ano. Salvo a conjuntura juvenil do remanescente de tempo que juntou Manuel Dinis (guitarra), João Campello (bateria e baixo/voz) e João Amorim (voz, composição e guitarra), admitem que o processo criativo é-lhes estado ininterrupto, advindo desde trocas de riffs férteis pela noite, pelo telemóvel, a raquetadas de lampejos em sessões de jam (disseram ser dos campeões que não têm medo do papão de brincar com os rascunhos à frente uns dos outros), à colheita de inspiração pela vida fora. O Amorim matizou-os perspicuamente como extrativistas relativamente às influências, relatando irem beber desde o mundano da tristeza e das vicissitudes do coração, à nódoa deixada por outros artistas. O João Campello apontou o Desmond Doss como referência recente. O que sabem eles de campainhas mágicas? Num jogo de intelectos, uma pergunta alusiva ao livro de Eça de Queiroz que lhes dá nome: Em que campainhas mágicas já tocaram ou quiseram tocar no decorrer deste projeto? Responderam que faziam por ser ponderados nos passos que davam como grupo, procurando não ceder a impulsos precipitados, à cautela dos mandarins que pudessem matar por lapso de ação. Reconheceram que se houvesse campainha mágica em que desejassem tocar, garantida a ausência de consequências, seria a de tornar possível viver da música em Portugal, o que não é o caso de nenhum dos três atualmente apesar do repertório patrimonial que têm vindo a oferecer ao país desde a sua formação, o qual conta com arranjos dos grandes êxitos “purpurina portuguesa”, reunidos no seu EP de 2024, dando uma sensualidade caliginosa a clássicos desde as Doce a Carlos Paião. O caçula no acervo dos Mandarim , Bola de Bilhar , é soma parente à coleção de músicas de até então, cuja sonoridade parece pairar entre um familiar caseiro e um misticismo envolvente. Nasce duma meditação sobre o tempo, físico e mental, escrito do e no entretanto das viagens de Amorim de compromissos divididos entre Porto e Lisboa, sendo o single “Coimbra B” o apóstolo espacial do estar entre uma coisa e a outra e de por isso não se estar em lado nenhum. Desta reflexão a banda concebeu 30 faixas, depois despidas até às 9 camadas - as que temos no disco - unidas por um elo comum: o jogo. Também o jogo da interpelação, de noites e músicas outras, continua a marcar presença nesta Bola de Bilhar . Entre os convocados quer por referência ou inspiração: Saramago, García Márquez, Rita Lee, Jorge Palma, Rui Veloso, Leonard Cohen. O liricismo do novo álbum promete com estes modelos fazer por merecer o precedente conseguido pelos projetos antecessores de ter grafitada numa parede do Porto uma letra. Eis a letra escolhida pelo fã que lhes realizou este sonho: Se tu eras o Paiva / Não fui o isqueiro / que o foi acender, da música “Um outono qualquer”. As escolhas da banda para uma próxima “grafitada”: bocados da “Boulevard 61” ( Diz-me o preço do galão e da torrada / e eu dir-te-ei se sou de cá, com direito a desenho dos perecíveis), da “Quero” ( Quero ter pais ricos ) e da “Bola de bilhar” ( Não sou nada / não sou nada de novo , letra que acena ao leitmotiv da interpelação). Naquele momento de ânsia, para chamar a descontração e abrir a porta a esta nova brisa que Lisboa conheceria daí a minutos, pareceu perspicaz atualizar a lista das vontades enumeradas na sua icónica “Quero”. Descanso , pediu o Amorim. Cinco senhas de finos , pediu o Manuel. Sol , pediu o Campello. Fazem batota no bilhar? “Eu não consigo fugir ao que eu era há cinco anos atrás e sou agora uma consequência disso”, uma nota feita pelo Amorim entre reparos sobre o influxo do tema da herança de um destino, apanhado de “Cem anos de solidão”. Esta sua máxima transborda pelo álbum que o trio apresentou à capital nas paredes do MUSA. Bola de Bilhar é história contada entre o verter dos copos de finos (vestindo as cores do Porto) sob a mesa do jogo que nem se joga nem se acaba, e rasgada pelas cortadas da música que toca além da nossa vontade, acima do gosto, acima da voz. Ouvimo-la aos bocados, rimos quando não apanhamos, ficamos com os sons, os silêncios, e os entretantos. Somos jogados no decorrer dum pensamento, e juntamo-nos à marcha pela curiosidade do destino. A história dá-nos toques no ombro de quando em quando, sabores que o paladar conhece, parafraseando nomes e histórias outras. É o caso de “12 Badaladas” que dá largada ao tema da distância e do tempo e da nossa incapacidade perante esses dois gigantes, pondo estas ideias num cenário análogo ao da história d’ “A gata borralheira”. O tema “Histórias” surge como matrioska neste reconto com cheiro a noite e cambaleio a vida. Entre tacadas e goles ávidos, a história segue. Agarramo-nos à mão-mote do jogo que nos guia e nos passeia pelas faixas quatro, cinco e seis, revisitando-nos na faixa oito que dá título ao disco, burilando a história com alusões a uma gama de jogos desde os do recreio, aos de mesa, aos de risco que na verdade é o que é a cogitação que se faz por este álbum fora: um perigo para o Homem que de bicos dos pés não gosta de saber que continua pequenino. No contar da história, descobrimos que no amigo que pensávamos conhecer de cor ecoa uma voz que nos era desconhecida. Em “Três Noites”, um som maciço e inesperado da voz que até então parecia ser entregue à leveza. Um desvio, ou talvez um novo caminho neste percurso que traçamos ao passo que o narrador traça. Uma antecâmara para o convite que nos é feito em “Bola de Bilhar” ( Vem comigo ao fim dos tempos) e à localização que nos é dada em “Coimbra B”, a glabela física do compositor (o meio do caminho entre Lisboa e Porto) ou a mental (não se pertencer nem a uma coisa nem a outra na totalidade). O espaço é uma questão de espírito. O fim da nona música é o impulso de pôr a tocar de novo a primeira no entendimento que esta corrida de raciocínio a que nos juntámos aparentemente pela metade vai dar à cauda do pensamento, das personagens que nunca morrem e que se montam com a mecanicidade das regras de um jogo que nos ficam. Bola de Bilhar é manual para uma meditação que marca. Nessa noite não jogaram bilhar, mas prometeram que quando jogavam não faziam batota. Só havia ping-pong . Fotografias: Leonardo Tavares
- 28 de Janeiro de 1976
Uma força nunca vista antes. Lembro-me de olhar para a sua figura e sentir-me o ser mais pequeno do universo. Diante dela, o mundo encolhia, e eu também. Pergunto-me se sabe que, todos os dias, eu escolheria não estar aqui se isso significasse o seu triunfo. Passam anos e anos, um atrás do outro. Cresço e já não sou assim tão pequena. Já sei caminhar, já sei manter a calma, mas ainda é ela a primeira que me vem à cabeça quando tropeço ou quando o ar dispara para tudo quanto é canto, menos para os pulmões. Às vezes, pego-me a pensar, em meio a tarefas muito importantes do dia, quando estava na cozinha, sentada no chão, a apreciar as tuas mãos cheias de farinha e muita história a fazer aquele bolo simples, mas que era capaz de trazer alguém de volta à vida. Preciso de uma fatia desse bolo agora. Quero voltar à vida. Eu quero aquele chão de novo; caminhar sem ele é muito mais difícil do que eu pensava. Eu quero uma fatia do bolo, mas hoje ele é teu. Feliz aniversário, mãe.
redatores (9)
- Jur.nal | Uma voz pela cultura
O Jur.nal é um núcleo de estudantes autónomo da NOVA School of Law, investido na missão de valorizar e dignificar tudo aquilo que nos valoriza e nos dignifica a nós enquanto humanos: a cultura, a arte, a literatura e a poesia. A R T. 7 3 .º / 1 Constituição da República Portuguesa Todos têm direito à educação e à cultura. Dizem os passarinhos... Aqui estão as novidades que voam por aí É com muito gosto que a Direção apresenta “Fora do Cartaz”, uma rubrica de foro cultural onde se procura iluminar aquilo que, tantas vezes, vive nas margens - o que acontece longe dos palcos principais, onde a arte respira sem pressa, ainda pulsando em estado bruto. Estes acabaram de sair do forno... Ata de Eleição da Direção de 2025/2026 Jurpontonal Nova Law Lisboa 3 days ago 2 min read 10 factos curiosos sobre a ilha da Madeira Sísifo Martins 3 days ago 1 min read Rendez-vous Anónimo Dec 4, 2025 2 min read A poesia é toda igual Geraldo sem Pavor Dec 3, 2025 1 min read ... Sobre nós Ora, vejamos, reza a lenda que no Jur.nal nunca foi avistado um único jurista e dos que entravam pelas portas jur.nalescas a dentro (até gritando em alto e bom som “abre-te sésamo”) nunca mais se ouviu falar deles. Aqui não há juristas. Banimos os juristas do Jur.nal. Ler mais... Rubricas Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Espreita aqui... Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Espreita aqui... Melopeia A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos. Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Espreita aqui...
- A Direção | Jur.nal
A Direção Talvez tenha sido a partir de uma fusão entre o absurdo e a profecia jurnalesca que a nova direção surgiu. Por um encontro improvável de edições físicas antigas, estas que são nada mais nada menos que guardiãs de vozes, lutas e ecos; estas que são os pilares vivos da história deste núcleo. Era, de facto, uma mera questão de tempo até que nós, como Direção 2025/2026, as erguêssemos como relíquias indissolúveis, reafirmando o compromisso coletivo de carregá-las e ao seu legado para sempre, como sempre. Diretora Lara Cândido É hora. Num encruzilhar de tempos inexorável, onde os segundos se dilatam como galáxias e os instantes colapsam em singularidades, habito este agora suspenso. Entre buracos de minhoca que costuram o que foi ao que ainda será, entre eclipses de sentido e explosões semânticas e entre condensações de linguagens, metáforas, estilos e intenções. E é neste cosmos que me situo - agora enquanto diretora. Avanço pela relatividade do tempo redacional, onde o que já foi continua a acontecer - a acontecer em acontecimentos que não cessam de acontecer, e nunca deixam de o ser (complexos) - em ecos gravitacionais - e que ecos tão bonitos, que inspiraram tantas pessoas, como a mim - e o que virá começa a insinuar-se no presente como poeira estelar que ainda arde. Nesta travessia, orientamo-nos por mapas instáveis, guiadas por constelações de sentido no lugar de coordenadas fixas. Porque o Jur.nal move-se como um corpo celeste vivo: expande-se, contrai-se, sem nunca perder o seu eixo - dar voz à comunidade académica. E é em torno dessa voz que eu e as minhas colegas seguimos em órbita. Assim, neste agora que não é início nem fim nem fim nem início nem meio sem freio - e onde a linguagem tropeça porque também tem a sua compressão imensamente hermética e dispersa - permaneço consciente de que este núcleo não existe para arquivar o tempo, mas para o habitar e transformar. E enquanto houver palavra, haverá movimento; enquanto houver voz, haverá universo. Diretora-Adjunta Maria Leonor Lopes A nostalgia é intrínseca ao ser humano. Faz parte da nossa essência recordar e reviver o passado. Há quem diga que se romantiza demasiado aquilo que já foi, mas o que seria da vida se não o fizéssemos? Escrever é não só um refúgio, mas também uma forma de eternizar palavras. Recordemos, então, entre linhas, o bom e o mau, o feio e o bonito, e tudo aquilo que a inexorável passagem do tempo nos deu. Que este ano e este mandato vos marquem tanto como o Jur.nal me marcou a mim, e que se lembrem das palavras dos nossos redatores da mesma forma que nós nos lembramos daqueles que aqui estiveram antes de nós. Quase como o arquivo vivo desta faculdade, este núcleo surge e ressurge para ouvir os estudantes, desde os seus pensamentos mais íntimos às suas opiniões mais controversas. Escrevam connosco mais um bonito capítulo desta história. Um capítulo feito de vozes diferentes, de perspetivas que se cruzam e de palavras que, mesmo quando efémeras, deixam marca. Entre prazos apertados e ideias que surgem às três da manhã, é neste caos criativo que o Jur.nal encontra a sua identidade. O tempo passará, como sempre passa. Novos rostos ocuparão estas páginas, outras mãos escreverão estas linhas. Mas permanecerá aquilo que verdadeiramente importa: a memória coletiva. E, um dia, também nós seremos nostalgia nas palavras de alguém. Diretora- Adjunta Matilde Almeida Palavras não são fáceis de entender. A sua coreografia de letras e sons dança, por vezes descoordenamente, ao acelerado ritmo do sentimento. Tal como nós, as palavras nascem, crescem e eventualmente morrem. A sua vivência depende do cuidado com que as tratamos, do carinho que lhes damos e o amor com que as empregamos: pequenos instrumentos da alma, as palavras esvoaçam pela nossa vida como apressadas andorinhas que anseiam o calor do sul. Palavras que tomamos como certas. Palavras que queríamos ouvir. Palavras que não tivemos coragem de usar. Palavras são feitas para serem partilhadas e viverem – soltas e livres – entre nós, como entidades que preenchem o vazio e sombrio desta vida terrena…pequenos sussurros divinos. Vítimas de egoísta esquecimento, passamos mais tempo a tentar encontrar-nos nas palavras dos outros, do que a abraçar o aconchegante refúgio que está nas nossas próprias. Palavras são gritos da alma, prontos a romper a monotonia do tempo e a combater a inércia humana. Agarra nas tuas palavras, vai à luta com elas, usa-as como arma e como escudo…liberta-as da mente que as aprisiona e deixa que o seu voo te liberte a ti também. Diretora-Adjunta Matilde Aranha Uma pessoa ao telefone em estrangeiro, num estrangeiro às vezes conhecido, num quase crioulo que se faz compreensão e fluência desprevenida, pela curiosidade da beleza do próximo. Assim fiquei a falar a mesma língua que o Jur.nal. Com trocas de banco no transporte envisionando o aproximar para perceber, e desvios dos cabelos do tímpano mais habilidoso. Num entrosamento vagaroso e tímido, aprendi-me a sentar ao lado da voz que queria que me fosse interlocutora. Falo para dentro e pelos cotovelos, ouço as conversas dos outros e muitas vezes converso-as de mim para mim. Não costumo jantar à mesa ou acompanhada e por isso não me via regrada, penteada, a segurar bem nos garfos em ensemble que fosse. O medo do atrofiar da identidade atordoa mais do que salva as baratas vertiginosas que somos nós, quem como eu é, bicho assustado do buraco. Encostado o ouvido à chamada que me parecia tão jamais para mim ou passível de passar por mim com orelhas de entendedor, percebi que o jur.nal é um daqueles links mágicos perdidos entre o entulho de informação de grupos avulsos e repetitivos, de entrada liberada e cadeira e janta à espera dos que queiram aparecer, e que se pode jantar num desembrulho de gestos de louva-deus e levantar-se da mesa entre um engolir e o seguinte para se ir pedir um desejo debaixo dos pés de alguém e em seguida fazer uma trança no cabelo de uma dizedora recordista do saber de memória os textos das edições de 2004 para a frente, por exemplo. Como dizia Platão, o bicho só fica no buraco porque não sabe que o Jur.nal é muito fixe e que se pode literalmente mandar o que um Homem quiser para lá, ou coisa parecida.
- Rubricas | Jur.nal
Escrita Livre Aqui não há mapas nem regras fixas. As palavras aparecem como querem, seguem o ritmo do pensamento, do impulso ou do dia. É um território onde és convidade a experimentar, e onde a liberdade é a única exigência. Já dizia Fernando Pessoa, Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo. Read More Poesia Há composições que não caminham linearmente, ganhando asas e flutuando no universo sem fim. A poesia nasce entre poeiras nesse cosmos, onde as palavras respiram, tropeçam e se abraçam. É onde o silêncio também escreve, onde uma frase miúda contém todo um mundo, e onde cada verso é um convite para olhar mais devagar. Read More Apreciação Crítica Muita atenção! Nesta rubrica observa-se tudo com a devida cautela, escuta-se o que está nas entrelinhas e tenta-se compreender o que está por dizer. Sejam bem-vindos ao encontro entre quem cria e quem interpreta. Read More Texto de Opinião Eis um espaço onde as ideias ganham voz própria; onde se pensa em voz alta e se questiona o que parece certo e dar forma ao que se sente. Cada texto é um ponto de vista lançado ao mundo, aberto ao diálogo, à discordância e à reflexão que continua mesmo depois da última linha. Efetivamente, a doutrina diverge… Read More Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença, não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Read More Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Read More Melopeias A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos.Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Read More Entrevistas Não se procuram meramente perguntas e respostas; procura-se perceber, sentir e descobrir. Aqui as vozes revelam-se e as histórias pequenas ou grandes encontram lugar para respirar, cada entrevista sendo um mapa de curiosidades e um convite para olhar o mundo pelos olhos de quem o vive. Read More Sem Direito Com a intenção de criar uma ponte transparente entre os estudantes, docentes e não docentes da NOVA SOL, a antiga coordenação de entrevistas composta pela Maria Leonor Baptista e pela Maria Castro Ribeiro deram luz a esta rubrica (inspirada no estilo do Guilherme Geirinhas), que te transporta, entre ironias, até aos mais ínfimos segredos e contos dos entrevistados - sem inibições, tabus, ou direito. Read More Trocado por Miúdos O Trocado por Miúdos é uma ode à brevidade. O reconhecimento de que, por vezes, dizer pouco é dizer o suficiente, e que algumas escassas palavras podem percorrer em nós um longo caminho. Criada pela Maria Leonor Simão, esta é a rubrica para todas as linhas rascunhadas nas notas do telemóvel ou num caderno, deixadas ao esquecimento. O espaço para todas as frases que se ouvem de raspão na rua e que ficam connosco. A casa para toda a expressão literária que, não exigindo um romance, ainda assim merece ser lida. Tudo é bem-vindo! Read More Dicionário Antes de serem som, as palavras foram desenho; traços gravados para fixar o mundo; símbolos inventados para dar forma ao invisível. Neste nosso dicionário idiossincrático, regressamos a essa origem: cada palavra é um sinal aberto, reinterpretado por quem o lê e por quem o escreve. Aqui, desenhar é definir; definir é redesenhar; definir é imaginar. Read More Fora do Cartaz Shhhh, é segredo. Esta rubrica, dedicada à cultura, serve para refletir a luz incidente que por vezes não é captada. Encontramos vozes que começam, projetos que crescem e ideias que ainda não pediram licença para existir. Na verdade, não é um segredo - é precisamente o contrário, um espaço de descoberta e partilha, que almeja que a cultura independente ganhe visibilidade sem precisar de gritar. Ou talvez precise. É bom gritar. Read More
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