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textos (445)

  • Autocondenação

    Mesmo no fundo da terra serei ossos e arrependimento, para sempre fadado a perdoar, mas sem alguma vez conseguir aceitar o meu próprio perdão. O ser humano é destinado a errar, erros estes por vezes desmedidamente qualificáveis e, por outras, tão ínfimos que nem se deveriam lamentar. Uma pessoa intrinsecamente má não busca o perdão, aliás, nem padece de remorso. Limita-se a oscilar entre a justificação e a omissão. Mas se isto é verdade, porque me acho um ser desprezível? Não me consigo perdoar, e no leito da minha morte ouvir-se-ão as minhas lamentações, a mágoa de quem magoou outro. Não mereço perdão, nem o mínimo de compaixão pelo peso que carrego. A minha consciência pertence-me e sou eu quem a deve carregar, penosamente. Talvez um dia sofra tanto quanto o sofrimento que dispensei com as minhas ações. Magoar alguém que amamos é o maior crime e não merece absolvição. Trair a minha própria ética é desprezar tudo aquilo que eu julgava ser a minha essência. Obrigado pelo perdão, mas eu jamais me vou perdoar. Condeno-me perpetuamente.

  • Concurso de Escrita e de Fotografia 2026 - textos e fotografias a concurso

    Aprecia os textos e fotografias a concurso e vota no teu texto e na tua fotografia favoritos, respetivamente, através dos links: Para votar no texto: https://strawpoll.com/NoZrz8obBZ3 Para votar na fotografia: https://strawpoll.com/GPgVYv7p4na Texto 1: Picada Sinto-me melhor, ainda não curada desta doença que me assola o coração e me enche a mente, mas livre daquele sentimento prisioneiro de angústia que pica e insiste em dizer que não é e nunca vai ser. Sinto-me esperançosa por algo melhor, por uma vida melhor. Vejo o amanhã com ansiedade. Ansiedade de viver, ansiedade de sorrir. Estou farto deste estado de transe que me impede de seguir e de voar. Quero ser livre e quero acreditar. Quero pairar na minha mente e nos meus pensamentos e ver luz e felicidade e não tristeza e incerteza. Sou como uma abelha numa colmeia à qual pertence, mas da qual não se sente parte. Texto 2: Bzzz Bzzz... Texto 3: O mel não tem validade O mel não tem validade e, pelos vistos, o fascismo também não. Há coisas que o tempo conserva melhor do que devia, o mel é uma delas e ideias sem convicção são outra. Enquanto há doces que repousam intactos dentro de um frasco, há venenos que atravessam séculos com uma resistência admirável. Mudam o rótulo; mudam a língua (na NOVA talvez não); mudam o uniforme; mudam a bandeira..., mas chegam sempre frescos às mãos de uma sociedade distraída. E talvez até seja essa a grande tragédia humana, estragar depressa a memória a conservar demasiado bem aquilo que destrói. E ainda há quem diga que a história tem utilidade. Que depois de corredores escuros, de passos ouvidos ao amanhecer, de portas abertas à força, de vizinhos que trocavam a consciência por denúncia e de famílias ensinadas a sussurrar dentro da própria casa, que haveria feridas demasiado profundas para se voltarem a abrir. Que certas vergonhas - uma vez expostas - jamais voltariam a reencontrar abrigo entre nós. Contudo, como tudo na vida, o passado raramente morre. Apenas recolhe. Espera por tempos difíceis, por bolsos vazios, por orgulhos feridos, por sociedades cansadas, por jovens revoltados e velhos agarrados à nostalgia. Espera que a consciência adormeça e que a dignidade passe a ser um luxo. Espera, sobretudo, que a fome de respostas rápidas seja maior que a coragem de pensar. E quando regressa, caros amigos, nunca regressa sozinho - regressa aplaudido. Onde antes se ouvia os sussurros de uma PIDE, hoje há outras siglas, outros crachás pendurados ao peito. Onde batiam à porta por ideias, agora batem por documentos. Onde se levava homens em nome da ordem, agora separa-se famílias em nome da segurança. Antes dizia-se em bom português, PIDE, hoje traduz-se no mais coloquial do inglês, ICE. Mudaram os nomes, mas nunca o cheiro, um resquício de quem há muito dizia “gira o disco, mas toca o mesmo”. Porque o autoritarismo aprendeu a modernizar-se. Já não precisa de gritar tanto, basta-lhe parecer razoável, basta-lhe um discurso sobre controlo, uma conferência de imprensa, uma estatística mal explicada, um inimigo conveniente e uma população suficientemente exausta para aceitar qualquer coisa que prometa descanso. E há sempre quem aceite. Há sempre quem prefira a segurança de uma ordem qualquer à incómoda exigência da liberdade; há sempre quem aceite a humilhação alheia desde que venha devidamente, carimbada e justificada em relatórios, em nome da lei. Há quem ache normal prender mães, matar pais e separar crianças desde que tudo soe respeitável quando dito. E assim se vai chamando de civilização ao que, em qualquer outro tempo, teria outro nome. Surpreendentemente, as colmeias também funcionam assim. Basta uma vibração certa e o enxame move-se por inteiro. Ninguém pergunta para onde ou porquê, limitam-se a seguir o som, o impulso e a seguir quem vai à frente. E nós, que em muito nos julgamos superiores às abelhas, repetimos o mesmo dilema incessantemente. Corremos atrás de vozes convictas, frases simples e certezas, acima de tudo, baratas. “Paz, terra e pão”, gritavam-se noutros tempos para responder à fome real. Atualmente, vendem-se versões plastificadas do mesmo mecanismo, “Make America great again” como se o tom de pele laranja pudesse fazer de alguém digno de orações diárias, pregadas em praça pública. Não se distribui pão, distribui-se nostalgia. Não se oferece paz, oferece-se inimigo. Não se dá terra, promete-se ostracização. E resulta. Porque os slogans funcionam como as flores artificiais, de nada servem, mas ao longe pelo menos parecem bonitas. Mas não nos esqueçamos do tradicional e irreverente, veneno doméstico, esse que está sempre pronto a rastejar para cima da mesa, “isto não é o Bangladesh”, dizem alguns, como se a dignidade humana dependesse de algum tipo de código postal. Como se a miséria dos outros pudesse medir a ilusão daquilo que é o valor próprio. É aqui que se percebe que o problema nunca foi só o tirano. O problema acaba por ser a multidão disponível. O ser humano que ri, que partilha e que em lato senso só sabe dizer “não exageres”, que fecha os olhos desde que não lhe batam à porta, que só descobre princípios e direitos pregados numa dita constituição quando a violência lhe entra consciência adentro e que no fim só acha que a crueldade é abominável quando se coloca em causa o apelido arcaico. E é por estas e por outras que se deixa crer que existem homens extraordinários que podem anular regras comuns porque o seu destino justifica o fim da dignidade humana. O argumento poderá mudar de século para século, mas a ideia mantém-se: continuam a existir vidas sacrificáveis, danos necessários, atrocidades temporárias e exceções urgentes. Foi assim com impérios, ditaduras e continua a ser com deportações em massa, prisões seletivas, vigilância normalizada e discursos de ódio vendidos como patriotismo. Primeiro, há que escolher os que de nada valem, depois normaliza-se o seu sofrimento e por fim chama-se pragmatismo ao que antes se poderia considerar como crime de guerra. E enquanto isso, há sempre quem ande a colher o mel. Já que, no meio do barulho, enquanto o enxame se divide e ataca, existe sempre um apicultor invisível a lucrar com a confusão. O político que sobe nas sondagens, o empresário que ganha com a mão de obra desesperada, o canal no Youtube que cresce com a indignação politizada e o dito Chefe de Estado que agradece a distração. E a coitada da Abelha-Rainha, também só dança ao ritmo de quem lhe segura a caixa. E no fim, até há quem se admire quando tudo fica misturado. O mel não tem validade e o fascismo, pelos vistos, também não. Um conserva-se em frascos fechados durante séculos, o outro conserva-se dentro de gente estúpida e ressentida. No final, basta aparecer alguém para desapartar a tampa para que o cheiro se faça sentir por si. Fotografia I Fotografia II

  • adeus

    adeus que me vou embora caros colegas, amigos, chegou a hora de partir, e não podia fazê-lo sem que vos dirigisse umas palavras. uso o jur.nal para o fazer, porque não só sempre foi casa, como sempre figurou porto seguro nesta faculdade, e dele também hoje me despeço. no mito de sísifo, camus conclui que sísifo é feliz ao aceitar a inutilidade do seu esforço, tornando-se superior ao seu destino e encontrando sentido no seu próprio caminho. é difícil resumir os últimos 4 anos num texto só, mas tentando, saio como sísifo, feliz, porque como ele, encontrei no meu caminho o seu sentido, e o meu propósito. ao longo deste meu percurso, fiz de tudo um pouco, ocupei-me ao máximo, entreguei-me na totalidade à missão de colocar um ou dois tijolos nesta casa que almejamos tornar nossa. gosto de acreditar que fui capaz de o fazer, mas independentemente disso, o processo transformou a pessoa que sou por completo, o que só mostra o sentido da missão, e a importância que ela teve na minha vida. e agora que me vou embora, não só me resta dizer adeus, como me resta agradecer. aos meus padrinhos, pelos conselhos infinitamente valiosos, que me permitiram sobreviver à licenciatura; aos meus afilhados, pela confiança astronómica que depositaram em mim, e pelo prazer que me dão diariamente ao ver-vos crescer e a encontrarem também sentido na vossa missão; aos boémios, que se tornaram casa dentro da faculdade e que confiaram em mim para os liderar; aos meus amigos de antes e à minha família, por compreenderem a falta de tempo, os atrasos, por me apoiarem e me darem espaço para crescer; aos amigos que fiz na faculdade, pelo companheirismo de todas as horas e pelo papel fundamental que tiveram na minha licenciatura; aos finalistas e à comissão, que confiaram em mim a organização do tão especial dia de amanhã; a todos aqueles com quem falei, com quem discuti, a quem abracei, a quem amei. obrigado, obrigado, obrigado. a pessoa que sou hoje é um reflexo de cada um de vós. levo-vos comigo, vá para onde vá. é esse sentimento que me faz saber que valeu a pena. a ele, começa a aliar-se a dor de partir, e a dor da saudade. havendo inúmeras formas de descrever saudade, permitam-me que a descreva como o privilégio de quem teve sorte de ter algo tão incrível para dizer adeus. obrigado por terem tornado os últimos 4 anos os melhores da minha vida. obrigado por me fazerem sentir saudade. é irónico que saia com o mesmo sentimento de falta de tempo que senti nos últimos anos, mas agora já não é falta de tempo para mim, para a família, ou para o que quer que seja. é falta de tempo para que o café no bar não seja o último, para que a cerveja do convívio não seja a última, para uma última ida ao são paio, para uma próxima praxe. o meu tempo acabou, e apercebo-me que ainda bem que escolhi não ter tido tempo, porque pude viver o curso todo, na sua plenitude (ainda que a assiduidade na sala de aula tenha deixado a desejar...). mantenho o juramento que fiz há já quase 3 anos, e que em breve vou ver fazerem pela última vez, juro despedir-me sempre com uma lágrima no canto do olho, uma lágrima no canto do olho. e despedindo-me, juro nunca dizer adeus.

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redatores (9)

  • Arquivo | Jur.nal

    Arquivo Digital Professora Vera Eiró Caros Leitores, Sejam bem-vindos ao Arquivo Digital Professora Vera Eiró. Em 1997, Vera Eiró, Bárbara Churro e Luís Ricardo decidem criar um núcleo de escrita, enquanto via de escape aos Estudantes da FDUNL. Esse núcleo, o Jur.nal, foi dando voz aos Estudantes de Direito nos últimos 25 anos. Agora, no seu 25.º Aniversário, a Direção 2024/2024 homenageia as três pessoas que o fizeram acontecer, com uma menção especial à Professora que por aqui ficou, acompanhando o crescimento da planta cuja semente plantou. Obrigado, obrigado, obrigado. – Direção 24/24 17 de maio de 2024, Anfiteatro A da NOVA School of Law Vera Eiró Bárbara Churro Luís Ricardo Clica aqui para aceder Nov 1998 Mar 2001 Mai 2004 Dez 2012 Nov 2015 Abr 2017 Dez 2018 Abr 2023 Fev 2024 Mar 2025 Fev 1999 Mai 2001 2007/08 Mar 2013 2015 Jun 2017 Abr 2019 Abr 2023 25ANOS Out 1999 Mar 2002 Out 2009 Mai 2013 Mar 2016 Out 2017 Dez 2019 Abr 2023 Dez 2024 Mar 2000 Dez 2002 Mar 2012 Nov 2013 Mai 2016 Dez 2017 Fev 2021 Abr 2023 Dez 2024 Mai 2000 Abr 2003 Abr 2012 Abr 2014 Out 2016 Abr 2018 Mai 2021 Abr 2023 Jun 2025 Dez 2000 Dez 2003 Mai 2012 Nov 2014 Dez 2016 Mai 2018 Mai 2022 Fev 2024 Mar 2025

  • Jur.nal | Uma voz pela cultura

    O Jur.nal é um núcleo de estudantes autónomo da NOVA School of Law, investido na missão de valorizar e dignificar tudo aquilo que nos valoriza e nos dignifica a nós enquanto humanos: a cultura, a arte, a literatura e a poesia. A R T. 7 3 .º / 1 Constituição da República Portuguesa Todos têm direito à educação e à cultura. "Entre nós e as palavras, os emparedados e entre nós e as palavras, o nosso dever falar" Mário Cesariny Dizem os passarinhos... Aqui estão as novidades que voam por aí É com muito gosto que a Direção apresenta “Fora do Cartaz”, uma rubrica de foro cultural onde se procura iluminar aquilo que, tantas vezes, vive nas margens - o que acontece longe dos palcos principais, onde a arte respira sem pressa, ainda pulsando em estado bruto. Estes acabaram de sair do forno... Maternidade e os Atuais Desafios da Mulher no Direito, uma conversa com Leonor Caldeira Matilde Almeida 3 days ago 8 min read Uma Luta Armada entre Quem Amava e Quem é Hoje a minha Amada Anónimo 5 days ago 4 min read Direito ao Ponto com Cátia Moreira de Carvalho e João Athayde Valera: O que é afinal o grupo neonazi português 1143? Jur.nal e CLSS 6 days ago 13 min read J.K. Rowling: a fantasia por detrás da livraria Sísifo Martins 7 days ago 1 min read ... Sobre nós Ora, vejamos, reza a lenda que no Jur.nal nunca foi avistado um único jurista e dos que entravam pelas portas jur.nalescas a dentro (até gritando em alto e bom som “abre-te sésamo”) nunca mais se ouviu falar deles. Aqui não há juristas. Banimos os juristas do Jur.nal. Ler mais... Rubricas Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Espreita aqui... Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Espreita aqui... Melopeia A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos. Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Espreita aqui... "Ergue-te, pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!" Antero de Quental

  • Rubricas | Jur.nal

    Escrita Livre Aqui não há mapas nem regras fixas. As palavras aparecem como querem, seguem o ritmo do pensamento, do impulso ou do dia. É um território onde és convidade a experimentar, e onde a liberdade é a única exigência. Já dizia Fernando Pessoa, Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo. Read More Poesia Há composições que não caminham linearmente, ganhando asas e flutuando no universo sem fim. A poesia nasce entre poeiras nesse cosmos, onde as palavras respiram, tropeçam e se abraçam. É onde o silêncio também escreve, onde uma frase miúda contém todo um mundo, e onde cada verso é um convite para olhar mais devagar. Read More Crónicas Pequenos fragmentos do dia a dia tornam-se matéria de escrita. A crónica observa, interpreta e transforma o comum em algo que merece ser lembrado. Deixa que o teu olhar recolha o que o tempo quase apaga e converte instantes breves em palavras que permanecem. Read More Apreciação Crítica Muita atenção! Nesta rubrica observa-se tudo com a devida cautela, escuta-se o que está nas entrelinhas e tenta-se compreender o que está por dizer. Sejam bem-vindos ao encontro entre quem cria e quem interpreta. Read More Texto de Opinião Eis um espaço onde as ideias ganham voz própria; onde se pensa em voz alta e se questiona o que parece certo e dar forma ao que se sente. Cada texto é um ponto de vista lançado ao mundo, aberto ao diálogo, à discordância e à reflexão que continua mesmo depois da última linha. Efetivamente, a doutrina diverge… Read More Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença, não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Read More Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Read More Melopeias A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos.Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Read More Entrevistas Não se procuram meramente perguntas e respostas; procura-se perceber, sentir e descobrir. Aqui as vozes revelam-se e as histórias pequenas ou grandes encontram lugar para respirar, cada entrevista sendo um mapa de curiosidades e um convite para olhar o mundo pelos olhos de quem o vive. Read More Sem Direito Com a intenção de criar uma ponte transparente entre os estudantes, docentes e não docentes da NOVA SOL, a antiga coordenação de entrevistas composta pela Maria Leonor Baptista e pela Maria Castro Ribeiro deram luz a esta rubrica (inspirada no estilo do Guilherme Geirinhas), que te transporta, entre ironias, até aos mais ínfimos segredos e contos dos entrevistados - sem inibições, tabus, ou direito. Read More Trocado por Miúdos O Trocado por Miúdos é uma ode à brevidade. O reconhecimento de que, por vezes, dizer pouco é dizer o suficiente, e que algumas escassas palavras podem percorrer em nós um longo caminho. Criada pela Maria Leonor Simão, esta é a rubrica para todas as linhas rascunhadas nas notas do telemóvel ou num caderno, deixadas ao esquecimento. O espaço para todas as frases que se ouvem de raspão na rua e que ficam connosco. A casa para toda a expressão literária que, não exigindo um romance, ainda assim merece ser lida. Tudo é bem-vindo! Read More Dicionário Antes de serem som, as palavras foram desenho; traços gravados para fixar o mundo; símbolos inventados para dar forma ao invisível. Neste nosso dicionário idiossincrático, regressamos a essa origem: cada palavra é um sinal aberto, reinterpretado por quem o lê e por quem o escreve. Aqui, desenhar é definir; definir é redesenhar; definir é imaginar. Read More Fora do Cartaz Shhhh, é segredo. Esta rubrica, dedicada à cultura, serve para refletir a luz incidente que por vezes não é captada. Encontramos vozes que começam, projetos que crescem e ideias que ainda não pediram licença para existir. Na verdade, não é um segredo - é precisamente o contrário, um espaço de descoberta e partilha, que almeja que a cultura independente ganhe visibilidade sem precisar de gritar. Ou talvez precise. É bom gritar. Read More

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