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textos (441)

  • Reino do Gelo

    neste reino só é possível entrar, sair já é complicado demais; só quando vem uma avalanche a rasgar é que se rompem os portais. as pessoas vão-se acumulando, acumulando e acumulando sem parar, como neve que cai, silenciando, sem nunca ter onde pousar. e a natureza, furiosa contida, à mínima provocação, ergue uma força desmedida, numa súbita convulsão. cria uma avalanche tão grande, tão branca e tão brutal, que tudo o que antes era constante é lançado para fora do mural. daquelas muralhas erguidas, de pedra fria e densa, as presenças ficam perdidas numa expulsão imensa. e começa-se tudo de novo, o ciclo reinicia-se então; fecha-se o reino ao povo, tranca-se o próprio coração. muralhas tão altas, tão altas, que tocam o céu sem ceder, erguidas por faltas e faltas de quem não sabe dizer. lá dentro, naquele reino fechado, o exterior não consegue afetar; o mundo bate, cansado, mas não o consegue tocar. naquele reino o inverno perdura, num frio que insiste em ficar; ninguém tem noção da altura do tempo que passa a passar. perdeu-se com a monotonia da estação, na neve que nunca se rende; é um reino feito de contenção, que só na avalanche se entende.

  • Carta aberta aos sonâmbulos perto das janelas

    Hoje não é dia 1 de maio, é dia do trabalhador. Há dias não foi dia 25 de abril mas dia 25 de abril. Poder saber a diferença de significados dessas enunciações idênticas, poder provar os dias como mais do que subcategorias de um itinerário mudo, de resto, os porquês em que estas faculdades assentam, não são mutações de parto e trato próprios. Têm pai e padroeiro. Não tornam a brotar por obra espontânea e imaculada nem se autopreservam até à indestrutibilidade, sem limite. Mas hoje estamos cansados, já cercamos o Carmo, mobilizamos a greve geral lá dos trabalhadores, ou por outra, dissemos que existiu quando aconteceu noutro país e até fizemos um feriado a propósito do assunto quase um século depois, aliás, o cansaço já estava para aqui acumulado - andamos cansados, ainda noutro dia tivemos que implantar a monarquia, e antes disso ainda foi preciso tratar da sanfona do regicídio e antes disso ainda houve aquela massada de deixar de ser condado, isto anda tudo muito apertado para que um tipo se ponha com grandes registos… E nesta lástima, o rei segue nu, seguro de que veste suntuosidade, de glúteos ao frio e ilusão ao léu. Esquecemo-nos de que a História tem humor sádico e que prega rasteiras cíclicas aos que insistem em tropeçar no mesmo esbarro, no mesmo entrave de adiar olhar, adiar falar, adiar conhecer, adiar saber para ADIAR VIVER E ANTECIPAR MORRER. Estendemos o regozijo das conquistas acreditando-as garantias. Incorremos no risco de perder a data, o bolo e as velas ao colocarmos o cone de festa e batermos as mãos só quando é óbvio que é para cantar. Votamos como quem sopra velas: um gesto repetido e mecânico, com a esperança infantil de que algo mude no escuro. Individualizamos teimosamente acontecimentos, circunscrevemo-los às suas especificidades, repudiamos a nossa relação às coisas. Odiamos estar relacionados às coisas. Praguejamos o azar, de mão ainda na massa. A morte não é pincelada mas mosaico, é o conjunto de tudo o que se deixa de fazer. O propósito e a vontade são frágeis face ao que consumimos, e são boca e cauda das nossas ações. A perda de agência na determinação do que nos importa materializa-se na inação, perfeito pêndulo de Newton respirante neste quadro, onde nada se desloca. O Jur.nal surgiu em novembro de 1998 com Vera Eiró como espaço-além incomum para que os estudantes de Direito pudessem criar além do pensamento académico. Partindo de um pressuposto até que sair do círculo aguça a perspetiva. Este mandato introduziu as rubricas de cobertura de assuntos correntes pela elucidação de especialistas e a de descoberta cultural pelas vozes dos próximos nomes. O Jur.nal não precisa de existir até porque não existe, existe um site que se pode desmantelar, uma conta de edição paga que se pode cancelar, pastas que se podem arquivar, grupos de que se pode sair. O Jur.nal não cai até porque não anda. O Jur.nal não morre até porque não metaboliza nada. O Jur.nal é só instrumento de um porquê, a língua entre a mistela e o sabor. Hoje estamos cansados, já escrevemos muito para o Jur.nal, eles lá no site já têm várias edições lá na secção do arquivo… O Jur.nal é só instrumento de um porquê. Se os estudantes cederem a vez das perguntas, quem lhes reconhece o conhecer das respostas?

  • Nero

    No dia 6 de março, o Jur.nal deixou-se conduzir pelo poeta Nero pela reunião da curvatura dos círculos do tempo. Algures nessa dobra mística entre o que herdamos, perdemos, esquecemos mas somos : a obra e o pensar de Nero e os granulados de si que partilhou nesse dia. A mão por detrás do gesto Nero é Roberto Simões, algarvio nascido em 1987, que divide a devoção entre a docência de Português e Literatura e a construção de um universo literário que recusa a pressa. Autor de maturação em lume brando, permitiu-se a preparar a sua voz numa antecâmara de humildade voraz, agarrando os saberes e hipóteses que advém da exposição profunda ao estudo da língua e da literatura, como frasco de vaga-lumes, querendo percebe-la antes de a proferir sua. Estreou-se com "Oceano - O Reino das Águas" em 2021, onde fundiu, de forma inédita, o rigor da poesia épica clássica com a liberdade da fantasia moderna. A génese da obra de Nero não se encontra no conforto da inspiração súbita, mas num longo e penoso período de impasse. Durante quase duas décadas, o autor carregou o peso de uma hiperconsciência do texto, exacerbada pela sua passagem pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ali, a perceção de que na poesia as palavras não podem estar ao acaso — de que cada som e cada vírgula carregam uma responsabilidade ontológica — imobilizou-o. O perfecionismo tornou-se uma angústia espiritual; Nero sentia a escrita como chamada para se cumprir, mas via-se por vezes truta em céus de pássaros pelo obstinado contacto com os grandes, cuja inspiração por vezes é tanta que nos assopra do ringue, de tentar. Foi necessário o regresso ao equilíbrio da sua geografia algarvia para que esse nó se desatasse. A escrita revelou-se, então, como um processo psicoativo: uma ferramenta de equilíbrio químico e mental, capaz de harmonizar o espírito com o mundo. O seu primeiro livro, "Oceano", é o testemunho dessa libertação. Inspirado pelo contacto infantil com o mar do litoral algarvio, onde a imaginação estendia o desenho do horizonte do que estaria oculto sob as ondas, Nero criou uma epopeia onde seres fantásticos guerreiam em cenários submersos. Imiscuír-nos no pensar de Nero é descobrir um arquiteto que planeia os seus livros com uma obsessão rigorosa pela simetria, uma característica que associa a uma certa "alma árabe", onde a arquitetura é feita de equilíbrios geométricos. Influenciado pela estética visual de realizadores como Stanley Kubrick ou Wes Anderson, o poeta organiza a sua produção através de jogos de espelhos e centros de equilíbrio. Cada volume da sua "Trilogia do Espírito" rege-se por uma numerologia e um elemento próprios. "Oceano" (Água) é dominado pela simbologia do número cinco; "Telúria" (Terra) foca-se no número três, espelhando a transição do campo para a cidade e o posterior regresso à natureza; "Akbar" (Fogo) estrutura-se sobre o número quatro, correspondendo às fases da lua. Esta organização não é meramente cosmética; é uma estrutura de suporte para o espírito e para o livro enquanto objeto visual total, onde os frontispícios e as cores das capas comunicam entre si. Com formação musical pelo conservatório, Nero admite que os seus versos nascem frequentemente no som antes da palavra. Aglomeram-se sonoridades na sua mente, intuições rítmicas que acabam por ditar a escolha dos vocábulos. Para o autor, a musicalidade é um território que a poesia contemporânea tem muitas vezes negligenciado, mas que ele reclama como essencial, explorando ritmos que vão para além da rima tradicional e que tornam os poemas mais vivos. Esta ligação ao som levou-o a uma nova dimensão: a recitação ao vivo. Se inicialmente hesitava em dizer os seus próprios textos, a experiência em festivais como o MED ou a Feira Medieval de Silves mudou a sua perceção. Ao declamar acompanhado por instrumentos como o rubab afegão, o alaúde árabe ou a flauta ney, Nero descobriu que os seus textos passam a "respirar de outra forma", ganhando camadas de sentimento que a leitura silenciosa nem sempre revela. Em "Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe", publicado em 2025, Nero respira a memória depositada nas pedras de Silves. O livro é uma resposta à curiosidade sobre a influência árabe que persiste na agricultura, na arquitetura e na alma da região. Mais do que um exercício histórico, o título remete para o que é "maior", cruzando a ideia de destino com um lunário poético que divide a narrativa em quatro partes: do nascimento da fé islâmica à queda do império e às pontes com o presente multicultural. Apresentado à sombra das muralhas de grés, no Café Inglês, a obra propõe o silêncio e a tolerância como instrumentos de convivência. Para o autor, este livro devolve ao leitor uma parte de si que permanecia adormecida, evocando o legado de figuras como Ibn 'Ammar e al-Mu'tamid. O percurso de Nero tem sido um caminho de abertura. A sua experiência internacional em Marrocos e Espanha, através do projeto "Poesias do Mundo" alavancou um gosto pelo qual admite vir a aventurar-se, sem levantar para já o pano além da dose de introdução necessária aos curiosos. Embora recuse o papel de ativista explícito, Nero reconhece que a sua poesia carrega bandeiras de diálogo intercultural e autoconhecimento. O seu próximo projeto literário promete alargar o círculo para lá do Mediterrâneo, mergulhando na sabedoria ancestral da Amazónia e na cosmogonia Tupi-Guarani. Ali, procura explorar a ideia de que a palavra e a alma são a mesma coisa: nomear um ser é assumir a sua alma. No horizonte está ainda um trabalho sobre neurodivergências, um tema que Nero encara como uma exploração da singularidade do cérebro e como parte de uma busca contínua pela serenidade. Nero vai deste modo compondo origamis de peso e luz dos meandros e interseções dos mundos que existem no passo que tomamos, no que tomaremos, na terra e debaixo do sol em que isso se dá. Como um ourives da palavra, um bardo do verso, o Zéfiro dos vários quandos e formas do ser.

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redatores (9)

  • Arquivo | Jur.nal

    Arquivo Digital Professora Vera Eiró Caros Leitores, Sejam bem-vindos ao Arquivo Digital Professora Vera Eiró. Em 1997, Vera Eiró, Bárbara Churro e Luís Ricardo decidem criar um núcleo de escrita, enquanto via de escape aos Estudantes da FDUNL. Esse núcleo, o Jur.nal, foi dando voz aos Estudantes de Direito nos últimos 25 anos. Agora, no seu 25.º Aniversário, a Direção 2024/2024 homenageia as três pessoas que o fizeram acontecer, com uma menção especial à Professora que por aqui ficou, acompanhando o crescimento da planta cuja semente plantou. Obrigado, obrigado, obrigado. – Direção 24/24 17 de maio de 2024, Anfiteatro A da NOVA School of Law Vera Eiró Bárbara Churro Luís Ricardo Clica aqui para aceder Nov 1998 Mar 2001 Mai 2004 Dez 2012 Nov 2015 Abr 2017 Dez 2018 Abr 2023 Fev 2024 Mar 2025 Fev 1999 Mai 2001 2007/08 Mar 2013 2015 Jun 2017 Abr 2019 Abr 2023 25ANOS Out 1999 Mar 2002 Out 2009 Mai 2013 Mar 2016 Out 2017 Dez 2019 Abr 2023 Dez 2024 Mar 2000 Dez 2002 Mar 2012 Nov 2013 Mai 2016 Dez 2017 Fev 2021 Abr 2023 Dez 2024 Mai 2000 Abr 2003 Abr 2012 Abr 2014 Out 2016 Abr 2018 Mai 2021 Abr 2023 Jun 2025 Dez 2000 Dez 2003 Mai 2012 Nov 2014 Dez 2016 Mai 2018 Mai 2022 Fev 2024 Mar 2025

  • Jur.nal | Uma voz pela cultura

    O Jur.nal é um núcleo de estudantes autónomo da NOVA School of Law, investido na missão de valorizar e dignificar tudo aquilo que nos valoriza e nos dignifica a nós enquanto humanos: a cultura, a arte, a literatura e a poesia. A R T. 7 3 .º / 1 Constituição da República Portuguesa Todos têm direito à educação e à cultura. "Entre nós e as palavras, os emparedados e entre nós e as palavras, o nosso dever falar" Mário Cesariny Dizem os passarinhos... Aqui estão as novidades que voam por aí É com muito gosto que a Direção apresenta “Fora do Cartaz”, uma rubrica de foro cultural onde se procura iluminar aquilo que, tantas vezes, vive nas margens - o que acontece longe dos palcos principais, onde a arte respira sem pressa, ainda pulsando em estado bruto. Estes acabaram de sair do forno... Maternidade e os Atuais Desafios da Mulher no Direito, uma conversa com Leonor Caldeira Matilde Almeida 3 days ago 8 min read Uma Luta Armada entre Quem Amava e Quem é Hoje a minha Amada Anónimo 5 days ago 4 min read Direito ao Ponto com Cátia Moreira de Carvalho e João Athayde Valera: O que é afinal o grupo neonazi português 1143? Jur.nal e CLSS 6 days ago 13 min read J.K. Rowling: a fantasia por detrás da livraria Sísifo Martins 7 days ago 1 min read ... Sobre nós Ora, vejamos, reza a lenda que no Jur.nal nunca foi avistado um único jurista e dos que entravam pelas portas jur.nalescas a dentro (até gritando em alto e bom som “abre-te sésamo”) nunca mais se ouviu falar deles. Aqui não há juristas. Banimos os juristas do Jur.nal. Ler mais... Rubricas Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Espreita aqui... Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Espreita aqui... Melopeia A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos. Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Espreita aqui... "Ergue-te, pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!" Antero de Quental

  • Rubricas | Jur.nal

    Escrita Livre Aqui não há mapas nem regras fixas. As palavras aparecem como querem, seguem o ritmo do pensamento, do impulso ou do dia. É um território onde és convidade a experimentar, e onde a liberdade é a única exigência. Já dizia Fernando Pessoa, Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo. Read More Poesia Há composições que não caminham linearmente, ganhando asas e flutuando no universo sem fim. A poesia nasce entre poeiras nesse cosmos, onde as palavras respiram, tropeçam e se abraçam. É onde o silêncio também escreve, onde uma frase miúda contém todo um mundo, e onde cada verso é um convite para olhar mais devagar. Read More Crónicas Pequenos fragmentos do dia a dia tornam-se matéria de escrita. A crónica observa, interpreta e transforma o comum em algo que merece ser lembrado. Deixa que o teu olhar recolha o que o tempo quase apaga e converte instantes breves em palavras que permanecem. Read More Apreciação Crítica Muita atenção! Nesta rubrica observa-se tudo com a devida cautela, escuta-se o que está nas entrelinhas e tenta-se compreender o que está por dizer. Sejam bem-vindos ao encontro entre quem cria e quem interpreta. Read More Texto de Opinião Eis um espaço onde as ideias ganham voz própria; onde se pensa em voz alta e se questiona o que parece certo e dar forma ao que se sente. Cada texto é um ponto de vista lançado ao mundo, aberto ao diálogo, à discordância e à reflexão que continua mesmo depois da última linha. Efetivamente, a doutrina diverge… Read More Carta Aberta Algures entre o desabafo e o manifesto estas cartas aparecem. Não pedem licença, não batem à porta. No "Carta Aberta" encontrarás cartas largadas à comunidade estudantil, como quem cola um aviso na parede, para quem quiser ler ou para quem precisar de ouvir. Read More Lembro-me que... Era uma vez um lugar chamado "Lembro-me que..." , onde as memórias não precisavam de ser iguais para serem verdade. Um mesmo momento podia ser lembrado de mil formas diferentes, guardado em detalhes pequenos, em sensações, em coisas que só quem lá esteve consegue explicar. Aqui, cada versão acrescenta um novo capítulo à história, como um conto que se vai desenrolando aos poucos, e que só se descobre lendo até ao fim. Read More Melopeias A ideia é escolher um álbum e reinventá-lo – produzir uma “melopeia” por cada track - escrevemos uma frase/um parágrafo inspirado na música, no seu significado em geral ou num verso que nos levou a uma sequência de pensamentos.Incentivamos ao enlace de mãos entre vários tipos de arte, ao fim ao cabo, somos apaixonados por muita coisa, com diferentes formas e feitios. Sabemos, também, que a música, por ser quase (ou ser mesmo) poesia cantada, adora grudar-se à escrita. Read More Entrevistas Não se procuram meramente perguntas e respostas; procura-se perceber, sentir e descobrir. Aqui as vozes revelam-se e as histórias pequenas ou grandes encontram lugar para respirar, cada entrevista sendo um mapa de curiosidades e um convite para olhar o mundo pelos olhos de quem o vive. Read More Sem Direito Com a intenção de criar uma ponte transparente entre os estudantes, docentes e não docentes da NOVA SOL, a antiga coordenação de entrevistas composta pela Maria Leonor Baptista e pela Maria Castro Ribeiro deram luz a esta rubrica (inspirada no estilo do Guilherme Geirinhas), que te transporta, entre ironias, até aos mais ínfimos segredos e contos dos entrevistados - sem inibições, tabus, ou direito. Read More Trocado por Miúdos O Trocado por Miúdos é uma ode à brevidade. O reconhecimento de que, por vezes, dizer pouco é dizer o suficiente, e que algumas escassas palavras podem percorrer em nós um longo caminho. Criada pela Maria Leonor Simão, esta é a rubrica para todas as linhas rascunhadas nas notas do telemóvel ou num caderno, deixadas ao esquecimento. O espaço para todas as frases que se ouvem de raspão na rua e que ficam connosco. A casa para toda a expressão literária que, não exigindo um romance, ainda assim merece ser lida. Tudo é bem-vindo! Read More Dicionário Antes de serem som, as palavras foram desenho; traços gravados para fixar o mundo; símbolos inventados para dar forma ao invisível. Neste nosso dicionário idiossincrático, regressamos a essa origem: cada palavra é um sinal aberto, reinterpretado por quem o lê e por quem o escreve. Aqui, desenhar é definir; definir é redesenhar; definir é imaginar. Read More Fora do Cartaz Shhhh, é segredo. Esta rubrica, dedicada à cultura, serve para refletir a luz incidente que por vezes não é captada. Encontramos vozes que começam, projetos que crescem e ideias que ainda não pediram licença para existir. Na verdade, não é um segredo - é precisamente o contrário, um espaço de descoberta e partilha, que almeja que a cultura independente ganhe visibilidade sem precisar de gritar. Ou talvez precise. É bom gritar. Read More

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