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Fountain of Thought (n.14)

May 19
1 min read

Quando.

Me atirar deste Precipício

Algo é certo

Continuarás a ignorar-me


Quando.

A mancha do meu sangue

(Vivo, Carmim, Passageiro)

Te chegar à ponta dos sapatos 

Tornarás a virar-me as costas


Confesso,

Habituei-me ao hábito teu

Entretanto,

Nunca me cheguei a desabituar de ti

(Repugno-me desta incessante 

Necessidade de ao teu ser pertencer)


Desesperadamente, reitero:

Quando me atirar deste precipício 

Quando.

A minha última gota de sangue

Esvair do meu corpo


Só peço

Que te importes


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