top of page

Monsters we made along the way

Contam os mais remendados Frankensteins e os Dráculas das sedes mais insaciáveis que nem nos confins da Transilvânia se avistou um monstro tão paradoxalmente perigoso quando este. Não é grande, nem forte. De facto, nem garras ou cara feia tem. E, para o espanto de todos, nunca ninguém realmente o viu. Ele sente-se, manifesta-se e só aqueles que estão nas nuvens negras dos seus pensamentos o veem. Pronuncia-se por um constante tremor, esfomeado pelo inalcançável e pela frustração do impossível. Desperta naqueles em que se manifesta um sentimento de cumplicidade, como quem vê a cara do seu assaltante e não o denuncia. Mas, na verdade, só cria polícias corruptos, os únicos que o podem domar.


Recent Posts

See All
Osteogénese imperfeita

Os pecadores ao inferno pertencem, e os santos ao seu céu. O céu chora pela sua solidão e este chão perfura pacientemente a planta dos meus pés e o sal das marés que fluem como o tempo e ardem incessa

 
 
 

Comments


Deixa-nos uma mensagem, fala connosco!

Obrigado pela tua submissão!

© 2025 Jur.nal - Jornal Oficial dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

bottom of page