Sem Direito: João Amador
- Jurpontonal Nova Law Lisboa
- Nov 15, 2025
- 13 min read
O Tiago Sousa e a Sofia Neves, coordenadores de jornalismo do Jur.nal, apresentam o quarto episódio do segmento de entrevistas Sem Direito. Desta vez, com o professor João Amador.
TS – João Luís Morais Amador, atual professor de Economia, foi um antigo membro dos Ena Pá 2000. Vindo de uma família agrícola alentejana, é, atualmente, um dos suspeitos de ter roubado as jóias do Louvre para financiar o seu mais inovador projeto, Compal de açorda.
O seu hobby favorito é destruir os seus colegas no monopólio e a sua série de eleição é o The Summer I Turned Pretty. Acha o programa do Quem Quer Ser Milionário uma tolice porque para ele a maneira mais acertada de fazer dinheiro é investir na revenda de roupas na Vinted.
Sempre foi um homem de letras, mas foi obrigado a virar-se para os números por ter medo de realmente encontrar um peixe de quatro olhos no mar, depois de ter dado o Sermão de Santo António na escola.
Quando ninguém está a ver, gosta de ouvir Chico da Tina e ler cartas de tarot, existindo o rumor de que foi capaz de prever os portais malignos que apareceram na nossa faculdade.
Professor, daqui o que é que poderia ser verdade?
JA - Pouca coisa, devo dizer. Coisas que podiam ser remotamente verdade… há uma parte que tem a ver com as origens da minha família. Da parte do meu pai, a família é do Alentejo, de Alter do Chão e, portanto, há ali uma ligação ao campo e atividades agrícolas. Eu sou de Lisboa, mas essa parte pode ser verdade.
Em relação às joias do Louvre eu achei engraçado porque tive de viajar para Paris um dia ou dois depois de se ter concretizado o assalto, e então os meus colegas aqui no banco diziam “isto é perigoso, vais e vão achar que és tu que vais lá buscar as joias… haver alguém do Banco de Portugal a ir a Paris numa altura em que aconteceu um assalto é suspeito, é suspeito…”.
Outras coisas que podem ser verdade: eu de facto não vejo o Quem Quer Milionário, enfim. Os meus hobbies vão mudando ao longo da vida, basicamente o meu hobby, nem sei se se pode chamar hobby, é que eu tento fazer um bocado mais de desporto do que fazia quando era jovem. Pode parecer estranho, mas é como eu utilizo o meu tempo livre hoje em dia.
Gosto muito de música, os Ena Pá 2000 não estão no meu top de grupos preferidos (risos), mas gosto muito de música por isso posso dizer que é um hobby, sim. Sei que há aquela coisa de descobrir uma música nova que não se conhece e que se gosta muito, é uma sensação fantástica. E às vezes não tem de ser uma coisa que saiu agora, é uma coisa que já existe, mas que nunca calhou ouvir. Isso por acaso é uma daquelas coisas boas, muito boas, que a tecnologia nos trouxe, não é? Esta possibilidade de termos acesso a quase tudo o que se gravou em muitos momentos diferentes do tempo e isso dá margem para estas descobertas serem mais fáceis, portanto gosto.
Ler… também era um hobby muito intenso lá para trás, o tempo hoje foi desaparecendo para a leitura e agora faço isso bastante menos, com muita pena. Acreditem ou não, acabo por ler mais em aviões, os meus livros avançam quando eu tenho uma viagem, porque ali há sempre os momentos do aeroporto antes do voo e pronto, eu às vezes digo que agora leio quando tenho a cabeça no ar.
TS – E sobre a questão do peixe de quatro olhos do Sermão de Santo António? É verdade que tem medo do mar?
JA - Não, eu por acaso sou o contrário. Eu sou um grande adepto dos banhos de mar. Tenho pena, no inverno há sempre aquela dificuldade, mas de não fazer mais quando o tempo está okay. Mas nadar no mar é uma coisa que me dá uma satisfação enorme, eu acho que é assim uma daquelas atividades em que os nossos sentidos respondem todos ao mesmo tempo… é a cor do mar, é aquele cheiro fantástico, a água salgada, o sabor a sal, é a sensação de deslizar na água, portanto é uma experiência fantástica, gosto muito. E sou pouco sensível ao frio, portanto isso ajuda, isso ajuda (risos).
TS – É dos corajosos que vão fazer o primeiro mergulho do ano?
JA - Nunca aconteceu, mas não era impossível, porque eu sou daqueles que quando não está ninguém dentro de água porque está gelada, eu estou lá (risos). E às vezes até um bocadinho tempo de mais e isso até se pode tornar um bocadinho arriscado. Mas sim, eu gosto muito de água, mesmo fria, naquela em que ninguém consegue meter lá o pé.
SN - Queremos saber como era como aluno? Mais estudioso, mais baldas?
JA - Eu enquanto aluno era super estudioso. Talvez só a partir de um determinado momento do percurso, para aí do 9.º para o 10.º ano. Até lá acho que estava perfeitamente naquele registo intermédio, mas houve ali um momento em que eu percebi que era mesmo preciso, se queria atingir os objetivos, era mesmo preciso fazer aquilo a sério. Portanto o 10.º, 11.º, 12.º, era aquele drama de entrar na faculdade e, portanto, estudava bastante e depois na faculdade, uma vez chegando, é aquela responsabilidade que tem de correr bem e, depois, se as coisas começam a correr bem ganhamos algum entusiasmo e, portanto, estudei muito durante os anos da faculdade. E depois ainda me meti naquele desafio de fazer o doutoramento, que é uma daquelas coisas que a pessoa quando começa pensa “bom, estou aqui a pôr muita coisa em causa” porque, ao fazer isto, não estou a fazer outra coisa, não estou a trabalhar, estou a abdicar muito tempo ao projeto mais académico, e estuda-se muitíssimo. Há muitos momentos de angústia, claro. Mas sim, estudioso.
TS - Qual é o seu sítio favorito para ir beber um copo depois do trabalho?
JA – São vários. Tudo o que é ali à beira-rio, naquele contexto em que já temos o sol a pôr-se, é fantástico. Eu moro aqui em Lisboa, portanto é o sítio mais natural, mas também os miradouros que temos aqui em Lisboa não é aquela coisa de proximidade, mas a vista é ótima!
TS – Conhece o Corner?
JA – Não, não. Geralmente, e isto é uma questão da nossa maneira de ser, tudo o que sejam sítios com muita gente epá, ficam abaixo das minhas preferências. Para mim, tranquilo, pouca gente, pouco ruído, é sempre a minha preferência. Não é que eu não goste de pessoas, eu gosto de pessoas (risos) e dou-me bem com as pessoas, mas quando é para relaxar tem que ser na versão calma.
SN - Sempre quis ser economista e professor ou tinha outros planos?
JA – Isso são duas perguntas, porque uma coisa é economista e outra coisa é professor. Eu quis ser economista quando tomei a decisão sobre o curso que queria seguir, e essa decisão é uma decisão que acontece ali no 11.º, 12.º ano. E mesmo assim não se tem a certeza, quando se percebe nós não sabemos muito bem ao que vamos, só que eu tive a sorte, o privilégio, de ter tido aqui professores logo no primeiro ano que desfizeram as minhas dúvidas, e eu queria mesmo ser economista.
Ser professor eu acho que vem antes, ainda vem antes disso. Eu sou uma pessoa, vocês conhecem-me, eu sou uma pessoa mais introvertida do que extrovertida, o que pode ser estranho um introvertido querer ser professor, porque é uma coisa que tem uma certa exposição. Ou então não, e até tende a ser assim. Mas eu lembro-me de estar no secundário, lá para trás, e havia sempre aquela coisa de “Quem é que quer ler?”. E eu era sempre aquele que queria ler e gostava daquele momento em que estava a ler para a turma. E depois passamos para aquela fase onde “Quem é que quer dar a próxima aula?” e eu era aquele que me oferecia, e eu raramente me oferecia para fazer coisas, mas dar a aula… eu oferecia-me para dar a aula. Portanto eu acho que lá já havia qualquer coisa, mesmo sem saber de economia ou não economia, que me fazia gostar daquela coisa de comunicar, de explicar, mesmo sendo tímido.
SN – Quando era mais pequenino tinha algum sonho de profissão mais esquisito?
JA – Epá… sim, quando somos pequenos é aquela coisa que acho que é clássica, todos queremos ser as coisas…
TS – Como ser astronauta?
JA – Astronauta nunca aconteceu, devo dizer. Era bombeiro, lembro-me da fase em que queria ser bombeiro, lembro-me da fase de ser polícia, até houve uma fase em queria ser forcado, vejam lá (risos). Eu não sou adepto da tauromaquia, não é nada disso que eu estou aqui dizer, mas na altura eu acho que aquilo, enquanto pequenino, fazia assim um certo impacto, aquela coisa de haver uma pessoa que se metia à frente de um touro. Então eu achava aquilo um exemplo de coragem e, de facto, é um exemplo de coragem. E então houve uma altura em que eu queria ser forcado, e até no Carnaval lembro-me de andar mascarado de forcado. Felizmente não há fotografias desse tempo.
TS - Qual foi a melhor viagem que já realizou?
JA – A melhor viagem… isso é muito complicado, mesmo muito. Há assim dois destinos que foram viagens de férias. Uma pessoa às vezes faz viagens de trabalho, que podem ser agradáveis, o ano passado até estive no Rio de Janeiro e gostei muito; gostei muito da cidade que de facto é uma cidade muito bonita. Mas assim viagens onde se vai para passar uns tempos e conhecer tenho duas boas memórias. Uma ao México, ali à zona do Caribe, e aquelas praias ali da zona da Riviera Maya, são de facto fantásticas. E eu lá está, gosto de praia, gosto do mar. Portanto foi muito bonito e depois tem ali a zona das ruínas maias, muito bonito.
E num registo diferente, não praia, mas gostei muito da Tunísia, sobretudo da zona mais de deserto. Aquela sensação de estarmos no deserto… e a paisagem é bonita, é muito bonita.
Eu hoje em dia faço maioritariamente viagens de trabalho e faço menos viagens de lazer do que fazia no passado porque o tempo é mais escasso e uma pessoa tem as férias muito compartimentadas, tem de ser naquela altura e depois às vezes não é o período ideal para ir a um determinado sítio. Eu gosto muito, como vocês sabem, e não estou a dizer isto de propósito para a entrevista, mas vocês sabem que eu gosto muito de dar aulas, tal como falamos há bocadinho, e gosto de estar com vocês. Mas isso traz uma restrição grande, que eu só posso tirar férias nos períodos em que não há aulas, ou seja, é ali aquele momento do verão, que nem é o melhor momento para andar a fazer grandes viagens, e depois há ali aquela janelazinha na Páscoa, um bocadinho no Natal. São opções de vida, uma pessoa quer dar aulas porque gosta disto, sim senhor, não há cá hesitação, mas não acontecem outras coisas (risos), não posso ir em janeiro fazer uma viagem.
SN - Porque é que escolheu a universidade NOVA para fazer todo o seu percurso académico?
JA – Essa também é uma bela questão. Eu quis vir para a NOVA inicialmente porque queria economia e a NOVA tinha o melhor curso de economia. Portanto uma pessoa evidentemente concorre para várias e põe o melhor em primeiro lugar e pronto, consegui entrar e tive muita felicidade quando entrei aqui para o curso de Economia da NOVA. Depois quando terminei o curso quis continuar a estudar e aí colocava-se a hipótese que era a de continuar e estudar fora, e alguns colegas meus deram esse passo. Porquê que não o fiz? Enfim, questões familiares, há sempre aqui um bocadinho aquela coisa de termos de deixar a família e isso tem o seu peso. E depois houve ali um momento em que no doutoramento havia uns exames que são no final do primeiro ano, da parte escolar, que eram uns exames um bocadinho de seleção. São difíceis, na altura um obstáculo gigante, são os exames preliminares. E eu lembro-me de fazer as cadeiras e depois pensar “Bem, vou tentar fazer os exames preliminares”. Alguns colegas disseram “Nem vou tentar, vou já concorrer para ir para outro sítio”, onde também havia exames preliminares, mas não tinham que os fazer aqui, mais valia depois apostar tudo no sítio para onde fossem. E eu tentei e, bem, passei. E depois reparem que já havia aqui uma situação em que eu já tinha passado nos exames preliminares, portanto ir embora era do género: “vou começar tudo outra vez, depois de já ter passado esta barreira aqui.” E então foi mais um fator para ficar. Hoje em dia não sei, se voltasse lá atrás como é que era a minha decisão, se mudaria ou não. Procuro não me debruçar muito sobre esses cenários do passado, são coisas que já estão, não vale a pena. Mas depois acabou por ser isso que disse, fiz todo o meu percurso aqui na mesma casa. Enfim, também tem o seu lado bom, sinto-me aqui muito em casa. De facto isto é uma casa para mim, a universidade NOVA.
A Sofia Neves introduz o terceiro segmento, onde pede ao professor para associar fenómenos económicos a figuras da nossa faculdade.
JA – Este jogo é muito difícil, não vai correr nada bem este jogo...
Monopólio
JA – O monopólio acho que associo ao Fabrizio, porque basicamente é a área dele e falamos frequentemente sobre como é que nas nossas duas cadeiras isso pode ser articulado e onde é que conseguimos construir uma ponte entre a Economia e a Análise Económica do Direito e essas outras questões que ele aborda. Portanto esta era fácil.
Subsídio
JA – O nosso Senhor Vítor da portaria é uma pessoa generosa a quem nós recorremos quando estamos aflitos e não sabemos o que é que havemos de fazer, portanto não hesitaria.
Ponto de equilíbrio
JA – O ponto de equilíbrio da faculdade eu acho que é a Direção, os colegas da Direção. A faculdade tem tido sempre equilíbrio, muito equilíbrio neste percurso.
Concorrência perfeita
JA – Só assim para esticar um bocadinho a coisa, a concorrência é a minha colega Susana Peralta, que é a minha concorrente. Também dá Economia, há aqui um campeonato entre economistas.
Quota
JA – Serviços académicos. São aqueles que nos mantêm de acordo com os procedimentos e tal. Acho que sim.
Comércio internacional
JA – Os professores de International Law.
O Tiago Sousa introduz o último segmento da entrevista, onde pede ao professor João Amador quick-fire answers.
TS - Qual é a figura pública que mais o irrita?
JA – Que mais me irrita? Epá não sei… eu irrito-me pouco, devo dizer, porque nem sequer sou aso a começar a irritar-me. Quem é que me irrita na esfera pública…
SN – O Professor é zen?
JA – Sou, é muito difícil vocês verem-me assim com uma irritação de perder a cabeça. Figura pública… não consigo identificar uma pessoa. Sei que tenho muito pouca paciência quando estou a fazer aqueles zappings e há aquele segmento daqueles programas de reality show, em que há sempre personagens e tal, pessoas que vão passando por ali… eu não consigo ver aquilo, de facto. Toda aquela família de programas sempre me causou assim uma perplexidade enorme porque aparentemente aquilo é um jogo, mas eu não consigo perceber que jogo é que possa ser. Portanto, para mim acho que aquilo é uma coisa que me enerva assim um bocadinho
TS – Então não gosta da Cristina Ferreira?
JA - A Cristina Ferreira é uma profissional, é uma jornalista, faz o seu trabalho. Mas é o conceito, vamos lá ver, o conceito e todas aquelas pessoas que acabam por participar, portanto é assim uma irritação mais coletiva. Mas pode ser fruto simplesmente do meu desconhecimento total, porque não consigo perceber, é que faz-me confusão o que é que aquilo possa ser.
SN - Sair para o Bairro Alto ou Santos?
JA – Eu ia para os dois sítios nos meus tempos. Eram as duas, mas talvez fosse mais Santos do que Bairro Alto. Não sei, na altura era onde estavam os sítios, ou estão, não sei, porque hoje em dia já não frequento da mesma forma. Mas no Bairro Alto estamos a falar de sítios mais pequenos e, portanto, eram coisas mais de pequenos grupos, enquanto em Santos era uma coisa maior, assim numa escala diferente. Portanto dependia de qual era o estado de espírito, queremos ir tomar um copo e jantar, vamos ao Bairro Alto; se o pessoal quer ir dançar, vamos para Santos. Portanto não é fácil escolher, era um bocadinho mais em função do programa que se queria ter.
TS - Numa escala de 1/10, qual acha que é o impacto económico que o Copycenter provoca na vida académica?
JA – O impacto económico que isso tem numa escala de 1 a 10… eu acho que é pequeno, não é uma coisa dominante. Para aí um 3, 4 máximo. Acho que é pequeno, não é em torno disso que gira a vida académica de todo.
TS – Mas qual seria o impacto económico na vida no aluno e depois em contrapartida na vida do autor do manual?
JA – Eu acho que o impacto para o autor também não é muito grande. Posso estar a ver mal, mas mesmo quando escrevemos livros e textos eu acho, e posso estar a ser um bocadinho romântico ou a falar só por mim, mas o espírito não é enriquecer com os direitos de propriedade intelectual dos livros, é deixar qualquer coisa. É no fundo deixar escrito coisas que nós achamos que valem a pena, que possam ser lidas. Portanto eu acho que para professores e para alunos é algo relevante, mas ainda assim não me parece que haja verdadeiramente uma questão de economia, de quanto se recebe, quanto se ganha, quanto se gasta. E numa escala de 1 a 10 eu ponho para baixo porque para mim onde está o 9 e o 10 é dentro da sala de aula. Isso é que eu acho que é de facto o sítio onde tudo funciona.
SN – Resolver a troika ou impedir que o preço de um almoço na Social aumente?
JA – Epá, resolveria a questão da troika (risos).
TS – E iria chatear os alunos já em crise económica?
JA – Não, não, vocês não percebem. É que a questão da troika é uma questão que é mais abrangente e que afetaria mais os alunos do que a questão da cantina, porque a questão da troika iria afetar coisas como o salário dos pais dos alunos e isso tem um impacto mais forte que do que o dinheiro gasto na cantina. É que sem salário não há cantina (risos), não há o que gastar na cantina. Portanto seria essa a prioridade. O que não quer dizer que haja menos preocupação com os alunos, se calhar até prevê maior preocupação com os alunos.
TS – Podemos considerar que quando Variações disse: “Quando a cabeça não tem juízo e te consomes mais do que é preciso, O corpo é que paga” como a primeira teoria económica portuguesa?
JA – Não sei, mas que é verdade, é (risos). Eu gosto muito do Variações, não mencionei há bocado, mas é um dos meus intérpretes preferidos na música portuguesa. Portanto acho que a resposta aqui é sim.
SN – A primeira vez que deu aulas na faculdade de Direito, que antigamente era no CAN, a mesma estava em construção. Podemos considerá-lo o “Bob da Economia”?
JA – O Bob da Economia? Como o Bob o Construtor? (risos). Acho que sim e não. Quer dizer, não porque não me atribuo esse papel construtor, acho que os nossos pais fundadores, vocês sabem quem foram, como a figura do Professor Diogo Freitas do Amaral, aí é que estão os construtores e os grandes inspiradores. Mas há uma parte que sim, porque eu sou o tipo de pessoa que gosta de fazer coisas e sou daqueles que gosta de ir para a frente e fazer. Gosto mais de fazer do que conceptualizar e ficar assim pelas ideias vagas, gosto de ação e gosto de implementar. Portanto sim, porque sou um homem que gosta de implementar, mas não, porque os verdadeiros construtores dos alicerces foram os nossos pais fundadores.
_edited.png)



Comments