top of page

Sem Direito: João Francisco Diogo (JFD)

A Sofia Neves (SN) e o Tiago Sousa (TS), coordenadores de entrevistas do Jur.nal apresentam o quinto episódio do segmento de entrevistas Sem Direito. Desta vez, convidámos o professor (mas também aluno) João Francisco Diogo (JFD).


SN: Vindo das grandes montanhas transmontanas, o professor João Francisco Diogo desde pequeno que é um atleta excecional, tendo já completado diversos Iron Man e nunca faltando ao seu religioso jogo de padel aos domingos.

Quando era pequeno, foi apanhado pelo vizinho a gritar apavorado, pois tinha sonhado que perdera a sua densa coleção de Funko Pops e as suas tão preciosas cassetes dos Looney Tunes. Nos seus tempos livres, nada lhe sabe melhor que devorar uma temporada inteira de Too Hot To Handle, terminando sempre essa maratona com um episódio de Big Brother, não fosse a sua maior inspiração o Cláudio Ramos. 

Diz-se ainda, por aí, que o professor foi um dos responsáveis pela queda do Estado Novo: foi o próprio que roubou a caneta azul porque precisava dela para acabar de corrigir exames. Foi uma jogada arriscada, mas como genuíno millennial que é, só pensou: YOLO. Nas noites mais escuras, o professor agarra no seu sabre de luz e sob o seu nome secreto (McLovin), combate os criminosos no campus da faculdade, ou mais conhecidos como os devassos paiventos.

Por mais corajoso que este professor seja, não o ponham num crop top: o professor tem onfalofobia - medo de umbigos.

Fontes piramísticas afirmam que o Professor João Francisco Diogo era na verdade o Zé do Pipo, tendo o mesmo apenas desaparecido para trabalhar no seu novo single “Pimba à Universitária” um remix do seu famoso single “Pimba à Japonesa”.

Professor, o que daqui pode ser verdade?


JFD: Epá, há uma coisa que é quase verdade (…) eu tenho um fraquinho por reality tv. De vez em quando, enquanto estou a fazer outras coisas, ponho como barulho de fundo. Tenho um amigo que quando o Big Brother Brasil está a dar, manda-nos resumos  para um grupo do WhatsApp para irmos acompanhando, porque não temos muito tempo para ver tudo. Ele vê e faz quase que relatos… Epá, essa é a única que acho que é quase, quase verdade. Enganaram-se no programa, mas sim essa é quase verdade.


TS: E no caso do sabre de luz, é assim um apreciador de Star Wars?


JFD: Isso sem dúvida! Por acaso tenho um sabre de luz em  casa. Não o uso, é mais para decoração… mas sim, sou um grande fã de Star Wars. Aliás, uma das coisas que fiz com o Jur.nal foi irmos todos juntos ver Force Awakens, um grupo de malta do Jur.nal, para depois fazermos uma review.


TS: E no que cabe ao desporto?


JFD: Iron Man não, apesar de ir ao ginásio. Devia ir mais mas não é algo que aprecie muito fazer. O jogo de padel, houve uma altura em que religiosamente tinha um jogo à quarta-feira e não ao domingo, portanto essa também pode ser quase verdade, mas entretanto deixou de acontecer. Fiz esgrima no secundário, acho que esta é a minha única claim de desportista, tendo sido atleta federado na Federação Portuguesa de Esgrima durante alguns anos.


TS: E foi à praxe? Conhece os Devassos?


JFD: Sim, fui praxado. Não era tão estruturado como é agora, agora os grupos são muito fixos, transitam de uns anos para os outros, há uma certa linhagem. No meu tempo era tudo muito ad hoc, as pessoas eram diferentes, os grupos eram diferentes e portanto aquilo era um bocadinho aleatório. Não praxei tanto, por não achar tanta graça à dinâmica de praxar, acho que praxei apenas um ano… Mas adorei ser praxado, foi muito giro! Não sei se ainda fazem mas havia umas atividades muito engraçadas da polícia ou do jardim de infância, mas gostei imenso desta experiência!

Na altura, a praxe não era uma semana inteira sequer, era de segunda a quinta e está feito.

Por acaso não me lembro do nome do meu grupo de praxe, lembro-me mais dos doutores que faziam parte do meu grupo de praxe do que dos caloiros.


Introduzimos, então, o segmento que nos dá a explorar a parte mais cor-de rosa da vida.


TS: Como era como aluno? Mais estudioso, mais baldas?


JFD: Era muito estudioso… estudioso, no sentido em que a minha vida durante a maior parte da licenciatura era casa-faculdade, faculdade-casa. Não tinha uma vida social super ativa, só mais tarde, no 4.ºano quando comecei a fazer parte da Associação de Estudantes é que comecei a ficar na faculdade depois das aulas, que era algo que era impensável para mim (risos).

No mestrado já passava muito tempo na faculdade, apesar de não ter feito o mestrado nesta faculdade mas sim na FCSH, passava aqui o dia todo até ir para as aulas.

Mas nesse campo do “mais baldas ou mais estudioso” encaixava-me claramente mais no campo do estudioso.


TS: Se não estivesse na área do Direito e Relações Internacionais, em qual estaria?


JFD: Até ao 9.º ano, eu queria ir para Engenharia Naval, porque sempre tive um fascínio com navios e navegação porque o meu pai trabalhou com historiadores da expansão portuguesa e ele trabalhava especificamente com cartografia portuguesa dos sécs. XV e XVI, portanto eu cresci com essas referências. Até ter de escolher no secundário se queria ir para Humanidades ou Ciências, a minha vontade era efetivamente a Engenharia Naval, mas depois apercebi-me que tinha que abdicar de continuar a estudar História se fosse para Ciências e portanto decidi abandonar. Claramente era a alternativa, se não fosse o Direito era isso!


SN: Onde é que o professor vai sair em Lisboa?


JFD: Eu não sou muito de ir para um bar e ficar lá a beber, eu gosto de ir para um bar, sentar-me e ficar lá idealmente a noite toda. Gosto muito de bares tipo Foxtrot e Procópio.

Tenho um grupo de amigos em que saímos para jogar jogos de tabuleiro e íamos a um sítio ótimo que era o Games of the West, ao pé da FCSH, que entretanto fechou… passávamos lá muitas noites.

Mas gosto de sítios tranquilos, em que se possa sentar e conversar, acima de tudo. Detesto um sítio em que não dê para conversar ou só dê para conversar aos berros.

De resto, não sou grande fã de outro tipo de saídas, face a quando tem de ser, como quando a minha mulher quer ter essas saídas, eu vou e vou com gosto , mas a minha preferência é claramente por outras.


SN: Porque é que escolheu a Universidade Nova para fazer todo o seu percurso académico?


JFD: Quando uma pessoa está no Secundário as coisas são um pouco aleatórias. Normalmente é sempre por causa da média e tive a sorte de entrar na Nova. Mas o que eu posso dizer sobre o que valorizo sobre o  curso que tirei na Nova são coisas que não foram as razões que me levaram a escolhê-la: a interdisciplinaridade, o método de ensino, o facto de ser uma faculdade mais pequena… de não existir a divisão entre professor regente e professor da prática.

Na altura foi a escolha de um miúdo do Secundário que não sabia muito bem, tanto que quando me candidatei pus Nova, Clássica e Coimbra por esta ordem , mas não havia aqui qualquer critério que eu tinha ouvido falar.


No Mestrado e no Doutoramento já foi uma escolha mais consciente. Eu, no Mestrado, sabia que queria fazer uma pausa do Direito também um bocadinho influenciado pelo método interdisciplinar da nossa faculdade e tendo em conta os meus interesses , a área óbvia seria Relações Internacionais ou Ciências Políticas e, portanto, fiz esse mestrado na FCSH com especialização em Ciência Política e foi um período extraordinário!


Depois, o Doutoramento foi a regressar a casa. Para concluir este processo faria sentido voltar a casa, onde sabia que podia fechar um ciclo. Sair da Licenciatura em Direito, fazer um Mestrado numa área lateral e complementar ao mesmo e depois voltar à Nova com essa bagagem de outra ciência: é tentar criar um produto interdisciplinar que acho que cabe bem com a filosofia desta casa.


TS: Foi difícil ou não, um “bom agrobeto” vindo de Sá da Bandeira, segundo o seu colega Guilherme Oliveira Costa, sair da cidade pequena para a grande metrópole?


JFD: Tenho de fazer vários disclaimers! Em primeiro lugar, eu nasci em Santarém quase por acidente, porque a minha mãe é de Lisboa e o meu pai é de uma aldeia perto do Fundão. Um trabalhava em Coimbra, outro dava aulas em Abrantes então escolheram esse sítio porque ficava assim a metade e era um sítio a que ambos tinham ligação. Portanto, “agrobeto”, só se for por adoção, não pela raiz!


Depois, em relação à Sá da Bandeira, uma das duas secundárias em Santarém,  existe uma acusação que é feita quanto a ser a escola dos “agrobetos”. Que a maioria dos agrobetos estão lá, não vou negar… mas é um sistema mais diverso, e portanto também uma defesa da honra nesse aspeto.


Ter vindo para Lisboa foi algo natural, sempre foi um espaço familiar. Os meus avós do lado da minha mãe, apesar de terem nascido numa aldeia em Santarém, trabalharam toda a vida em Lisboa, e portanto a capital sempre foi um espaço muito familiar. Quando fui para a faculdade vim viver para a casa dos meus avós, que já era algo que fazia todos os verões.


TS: Tem alguma história que usando terminologia millennial é crazy?


JFD: Posso vos contar uma história do meu Doutoramento. Eu estive em Florença duas vezes a fazer parte do meu Doutoramento, a primeira vez que estive lá cheguei dia 28 de fevereiro de 2020, ou seja uma semana antes de começar o primeiro confinamento em Itália. Foi talvez um dos momentos mais crazy da minha vida, porque ninguém sabia o que era aquilo. Acabei por ficar lá um mês, fechado no meu apartamento que lá tinha arrendado ingenuamente a pensar que apenas me seria útil para dormir, visto que ia passar a maior parte do tempo no instituto a investigar - mas que, curiosamente não tinha janelas, só tinha uma claraboia. Então estive 3 semanas fechado num apartamento de 25 m2 com uma claraboia apenas. Foi angustiante de várias formas, mas deu para ver os 25 filmes do James Bond!

No primeiro domingo do confinamento lembro-me de sair de casa para dar uma volta e a polícia mandou-me imediatamente para casa e eu aí percebi que era mesmo sério.

Não havia máscaras à venda, não havia luvas, não havia nada… a única coisa que existia eram máscaras cirúrgicas que um tipo vendia à porta do supermercado a 10 euros cada uma, portanto só tentava respirar o menos possível.

Se quiserem alguma da história da faculdade, terão de me pagar algum copo um dia destes, pode ser que saiam mais!


SN: Para finalizar este segmento, ver o Professor Martim Farinha a dar aulas relembra-o dos tempos da faculdade? Alguma vez se tinham imaginado a dar aulas juntos?


JFD: O Martim Farinha, que é um grande amigo para além de colega, aqui na faculdade, conheci-o acabadinho de chegar à faculdade, fresquinho, caloirinho; e eu estava, se não me engano, no meu 1.º ano do Mestrado. Foi uma amizade que desenvolvemos logo desde muito cedo e continuamos muito amigos. 

Para responder à vossa pergunta, de facto é estranho, mas não é surpreendente: conheço o Martim e vi-o crescer na faculdade, e rapidamente reconheci as competências e as capacidades que ele tinha, por isso faria todo o sentido a vida seguir este caminho. Quando penso nisso é estranho e divertido, e agora fazemos parte desse caminho mais ou menos juntos, porque ele está no Doutoramento e eu estou a acabar. Já há muitos anos que estou a tentar acabar e ele ainda está na fase inicial e está a dar aulas aqui, por isso de vez em quando falamos sobre os alunos e como estão a correr as várias impressões das turmas que vamos apanhando. Vamos trocando algumas impressões e é sempre divertido, mas acima de tudo o Martim é um grande amigo e, por isso, normalmente quando estou com ele é porque vamos jogar jogos de tabuleiro à noite ou quando vamos jantar juntos para celebrar alguma coisa. Portanto são mais interessantes essas conversas que temos sobre “esta turma tem estes hábitos, eles fazem isto assim e assim, é esquisito” ou “nem acreditas, apanhei este miúdo a fazer-me esta pergunta” ou também dizemos bem, não são só as coisas aleatórias e estranhas que de vez em quando nos aparecem. 


O TS introduz o segmento onde pede ao professor JFD que associe acontecimentos marcantes da História a figuras da nossa faculdade.

 

TS: Como um bichinho nos veio dizer que é um fanático por eventos históricos, não fosse uma das suas grandes paixões quadros de navios de guerra, pedimos agora para associar figuras da faculdade aos seguintes acontecimentos históricos:


  • Revolução Industrial


JFD: O que a Revolução Industrial tem de particular é que basicamente foi uma revolução nos meios de produção, um desbloqueador de produtividade brutal. Se estamos a falar da Revolução Industrial, estamos a falar de produtividade. Portanto, eu diria que associo produtividade e Revolução Industrial ao Professor Jorge Morais Carvalho, pela atividade e produção que ele tem. 


  • Chegada do Homem à Lua


JFD: Há um grande amigo meu que é especialista nestas coisas e que também é Doutorando aqui nesta casa, que é o João Marques de Azevedo. Ele está a fazer o doutoramento em Direito do Espaço, por isso acho que não há outra opção se não esse meu grande amigo. 


  • Descoberta do caminho marítimo para a Índia


JFD: Eu sei que o Professor Jorge Bacelar Gouveia gosta muito de citar a música do “Já fui ao Brasil, Goa e Timor” [referência à canção “Conquistador”, dos Da Vinci], portanto acho que vai para ele a descoberta do caminho marítimo para a Índia. 


  • Império Romano


JFD: O professor João Caupers que acho que vocês já não devem ter conhecido foi meu professor de Teoria da Norma Jurídica e, de vez em quando, dava uns exemplos do Direito Romano que eram sempre interessantes e engraçados. Aliás, as aulas dele eram fantásticas: uma vez, ele começou uma aula sobre a interpretação da norma jurídica com uma passagem d’“A Correspondência de Fradique Mendes”, a explicar o que era o exercício de interpretação jurídica. Não sei se conhecem o livro de Eça de Queirós, mas Fradique Mendes era uma personagem excêntrica. Fictícia, naturalmente, mas era uma pessoa muito excêntrica, muito avant-garde. Ele tinha importado uma múmia do Egito e a múmia estava retida na alfândega porque não sabiam como qualificá-la em termos alfandegários, não sabiam em que tipo de produto ou bem é que punham a múmia. E o Fradique Mendes, muito originalmente, sugeriu pôr no arenque fumado. E o professor João Caupers começou a aula sobre interpretação jurídica com esta passagem para explicar como é que era a atividade de interpretação jurídica, e também usava exemplos do Direito Romano que eram muito interessantes. Portanto, vai para o professor João Caupers, o meu professor favorito nesta faculdade, sem dúvida nenhuma.


  • Tratado de Tordesilhas


JFD: Este aqui tem de ir para o nosso fundador Diogo Freitas do Amaral que, ao fundar esta faculdade, claramente definiu uma brilhante separação com a Clássica, portanto não há dúvida de que Diogo Freitas do Amaral claramente é o Tratado de Tordesilhas ao dividir as faculdades públicas de Direito em Lisboa.


  • Batalha de Aljubarrota : Lenda da Padeira


JFD:  Esta é difícil porque corremos o risco de insultar alguém, apesar de não ser insulto nenhum porque é uma figura bastante estimável da nossa História/Mitologia nacional.


SN: Pode pensar num salvador…


JFD: Estou a pensar numa pessoa que deteste castelhanos, mas não me estou a lembrar de ninguém.


TS: Pode ser alguém que defenda esta casa.


JFD: É verdade, também pode ser uma grande embaixadora desta casa que a defende com unhas e dentes. Mas se formos por aí isto corre o risco de ser um bocado graxismo. Vou trocar o género e dizer que a Padeira de Aljubarrota desta Faculdade é o Senhor Vítor. Ele é aquele que se fosse preciso defender a faculdade de qualquer castelhano ele dava conta, porque ele de facto é uma figura imponente.


Seguem-se as perguntas de rapid fire.


TS: Game of Thrones ou Lord of the Rings


JFD: Lord of the Rings


TS: Pampilho ou cigarrilha?  


JFD: Pampilho. Não quero repensar. Vocês não sabem o que é um pampilho. Aqui em Lisboa parece que passaram no reator 4 de Chernobyl. São horríveis, têm péssimo aspeto, é muito mau. O pampilho como deve ser é da Bijou, em Santarém, não há nada melhor do que isso. 


TS: Mas o Professor não tem nenhum artigo como tem para as cigarrilhas a densificar o quão bom é um pampilho… 


JFD: Fica então o desafio de mandar um texto para o Jur.nal a elogiar o pampilho. 


SN: Numa sociedade cada vez mais woke, seria possível identificá-lo como agrobeto? 


JFD:  Por adoção, só. 


TS: Como é um fã acirrado de Star Wars, gostávamos de lhe perguntar se seria possível fazer a melhor imitação possível do Chewbacca. 


JFD: Eu não sou muito bom… tenho pena, eu tenho um amigo que era perfeito para esta pergunta, que eu sei que ele faz imitações maravilhosas. Mas seria algo do género:



SN: Bem, não sei como vamos transcrever isto para texto.  


JFD: Digam só que eu fiz bastante bem. 


TS: Perder um jogo de xadrez para o cão ou parar de publicar flores para as “divas digitais”? 


JFD: Essa foto do cão foi muito boa porque era o cão de um amigo e foi uma noite muito engraçada em que tiramos essa foto. Portanto acho que vou escolher essa opção, apesar de eu gostar muito de botânica. Por acaso na semana passada fiz pela primeira vez um terrário: é uma atividade super relaxante e é engraçada, portanto não tenho problemas nenhuns com a minha paixão por botânica.

  

SN: Como aguerrido defensor da fantasia, podemos dizer que foi o primeiro professor a tentar dar direitos à Sininho?  


JFD: Não, mas uma vez houve um caso de Moot Court com base na aplicação do Direito da Concorrência da União Europeia a um mercado de varinhas do Harry Potter


SN: Qual é a figura pública que mais o irrita? 


JFD: É muito difícil… eu tenho um ódio de estimação com tudo o que são comentadores políticos. Há provavelmente um que mais me irrita de todos… é o Pedro Marques Lopes.


TS: Se estivesse num date, seguiria o conselho de António Basto?  “Pega um touro em Alcochete / Vai cantar a Vila Franca / Monta um baio em Salvaterra de calção e meia branca / Vai à feira em Santarém / Há fandango em Almeirim / Nas adegas do Cartaxo bebe um sonho até ao fim.” 


JFD: Sim, isso são tudo atividades maravilhosas que eu já fiz, inclusivamente não em dates, mas perfeitamente plausíveis para tal. Aliás, em Santarém, a Feira da Agricultura, que é uma das referidas nessa canção, é provavelmente o sítio onde começaram e acabaram mais namoros naquela cidade. Portanto, é um hotspot ideal para esse tipo de atividades, claramente. 


TS:  É capaz de deixar aqui prometido que entregará ao jornal um artigo a densificar a qualidade dos vinhos da adega do Cartaxo? 


JFD: Posso fazer. Regra geral, e isto é um conselho que eu vos dou para a vida: do Ribatejo, brancos sim tintos não. Se forem brancos, em princípio são bons, tintos normalmente são péssimos. Mas posso fazer esse esforço, dar o meu corpo à ciência e dar esse contributo ao Jur.nal, experimentar os vários vinhos… já experimentei vários, mas era só para completar o catálogo e refrescar a memória. 

TS: Então eu agora reformulo uma pergunta: pampilho, cigarrilha ou um bom copo de vinho? 

JFD:  Continua pampilho, sem dúvida. 

TS: Agora gostava que nos desse contexto sobre esta foto:

Fonte: Facebook
Fonte: Facebook

JFD: Isso foi no meu 1.º ano de Mestrado, uma altura em que eu passava os meus dias basicamente à porta da AE a conversar com a malta, a passar tempo e a beber cafés. Provavelmente estava meio aborrecido e achei que era boa ideia... claramente não. Mas pronto, foi no contexto dessas tardes longuíssimas que eram passadas à porta da AE com amigos a conversar e aqui, à falta de melhor, põe-se uns óculos de sol de forma esquisita na cabeça.

TS:  É tão estranho o facto de a Associação de Estudantes estar igual.

JFD: Sim, é verdade. Vocês agora fecham aquela coisa... não consigo ver tão bem quem é que está lá para dentro.

TS: Reconhece o evento em que esta foto foi tirada?

Fonte: Facebook
Fonte: Facebook

JFD:  Sim, foi um moot court. Eu tinha tanto cabelo... isso foi um dos moot courts do 2.º ano. Na altura, acho que ainda era em Direito Internacional, porque o famoso moot court de 2.º ano inicialmente era de Direito Internacional, a cadeira que o Professor Francisco Pereira Coutinho dava na altura e depois quando ele passou a dar Direito da União Europeia é que o moot court passou a ser sobre Direito da União Europeia. Acho que este ano ainda era Direito Internacional.

TS:  Agora a última, que também é definitivamente a mais engraçada. Pedimos que desse algum contexto sobre...

Fonte: Facebook
Fonte: Facebook

JFD: Repara... eu entrei para a faculdade na altura em que estas em que o 9GAG  era uma cena era a berra na altura. Hoje uma pessoa olha para trás e cringes all over de pensar sobre isso, mas na altura era o que havia em termos de memes era 9GAG e afins. Este... eu achei maravilhoso, publiquei e não me arrependo! E continua excelente, ainda assim. Isto porque na altura eu sempre fui muito (erradamente) associado a ser de esquerda, e isto era um bocado também para gozar com essa perceção que as pessoas tinham de mim.

TS: O Professor importa-se que publiquemos estas fotos na entrevista?

JFD: Está tudo bem, eu não tenho problemas com os meus problemas.



Comments


Deixa-nos uma mensagem, fala connosco!

Obrigado pela tua submissão!

© 2025 Jur.nal - Jornal Oficial dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

bottom of page