top of page

10 factos curiosos sobre a ilha da Madeira

Agora, cerrado neste terraço, contemplo as nuvens,

nuvens essas que não consigo alcançar. Não consigo ou não quero?


Resta-me olhar para o chão,

para o andar apressado dos caminhantes. Eu já fui assim, como eles, penso.

Mas depressa relembro a razão da minha condição.


Por isso, escrevo. Escrevo não para sentir, não para me entreter.

A verdade é que eu não sei porque escrevo. Apenas sei que sempre que escrevo me evado. Me evado para longe,

para as nuvens, pelo menos tento.


Frustrado fico,

e rapidamente torno a escrever, e de novo frustrado fico.

E é assim que passo os meus dias, frustrado,

a olhar para as nuvens, viajando nelas, perdido, desejando todas as vezes que seja eterna a viagem, mas nunca é.

Não é porque eu não consigo ou porque não quero?


Curioso que vem-me sempre esta pergunta à cabeça, mas a resposta é inexistente.

A resposta é inexistente...


Por isso é que escrevo.

Escrevo não para deixar de existir.

Não para me evadir, como achava.

Mas sim para existir, 

existir neste mundo em que não consigo existir.

Recent Posts

See All
A poesia é toda igual

A poesia é toda igual Até quem diz não pensar Pensa em tal A poesia é toda igual Até se for peça fulcral E fizer o poeta voar Se for obra de jogral Ou tiver rima brutal Sobre as árvores do quintal Ou

 
 
 

Comments


Deixa-nos uma mensagem, fala connosco!

Obrigado pela tua submissão!

© 2025 Jur.nal - Jornal Oficial dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

bottom of page