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Deja vu

Feb 17
1 min read

Um raiar matinal

Após uma noite fria

Ditado pelo ciclo astral

E esquecido pela nuvem que o queria


Tudo quis mudar. Mas devia

Ter previsto, através das gotas

Nos meus olhos, como o dia 

Sempre segue o luar, 

E o sorumbatismo da noite,

A serenidade das plantas,

Não são senão estágio

Num ciclo maior ainda

E o exterior desse ciclo

Ninguém pode mudar


Como não te vi em meu olhar?

Mesmo antes de te ver,

Já admirava o teu ser

Mesmo ocupada, para ti mantinha um lugar

Livre na minha mente 

Cheia, constantemente, 

De esquecimento e recordação

De uma hora que não vivi

Senão em meu coração


Pensando em ti

Sem sequer o teu cheiro conhecer

Onde estiveste, meu querido ser?

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