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Jardim

Mar 12
1 min read

Ainda volto àquele lugar

de vez em quando, para recordar

quem outrora tinha comigo

ao meu lado, meu castigo


Sento-me onde está marcado

e deixo-me ficar a escutar

teus risos, meu lamuriado

a canção que não para de tocar


Passeio pelo caminho traçado

procurando-te incessantemente:

tu longe no teu canto desgraçado

com vazio olhar de quem mente.


Viro as costas, arrependida

de tornar novamente aqui

Nunca hei de sarar esta ferida,

que ao menos me aproxima de ti


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