Jardim
- Matilde Almeida
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Ainda volto àquele lugar
de vez em quando, para recordar
quem outrora tinha comigo
ao meu lado, meu castigo
Sento-me onde está marcado
e deixo-me ficar a escutar
teus risos, meu lamuriado
a canção que não para de tocar
Passeio pelo caminho traçado
procurando-te incessantemente:
tu longe no teu canto desgraçado
com vazio olhar de quem mente.
Viro as costas, arrependida
de tornar novamente aqui
Nunca hei de sarar esta ferida,
que ao menos me aproxima de ti
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