top of page

Fenomenologia

Jun 8, 2022
1 min read

O que é a dignidade das palavras senão o seu canto afinado à dissonância do correto? E o significado? Dança polissilábica, transmutação pedalada por cada necessidade? Ou verdade absoluta, filha única? Não neste reino melodioso onde se cantam desejos

e por eles, espelhos,

vê-se o esboço

do que é, pode ser e/ou será,

o olho humano

engravidando a verdade

múltiplas vezes

gerando crias, cada uma nova

algumas mortas, outras vivas

e cada delas uma canção

por si harmoniosa,

mas em junção

formam a dissonância perfeita

do nosso legado, intervalado

na inexatidão exata.




Recent Posts

See All
As minhas raízes

Filho do diabo, no Tartarus nasci. Educado por Satanás, na sua doutrina cresci. O veneno que é o teu sangue adoece-me o corpo. Quando vejo os seus olhos desejo estar morto. Sou o estranho fruto de um

 
 
 
Navegador

Talvez do meu sangue faz parte navegar rumo a nenhum lado. Sozinho, vento é música, sal é arte. Procuro um paraíso onde seja amado. As nuvens escurecem e questiono se não é tudo uma caça aos gambuzin

 
 
 

Comments


Deixa-nos uma mensagem, fala connosco!

Obrigado pela tua submissão!

© 2025 Jur.nal - Jornal Oficial dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

bottom of page