just a second
i don't think i’ve truly felt whole. there were times where the absence was just a echo in the back of my mind muffled by life and laughter and joy and brightness. but somewhere along the way, that piece, so singular and crucial i didn't even recall losing it, became jagged, a deep profound cut that never really closes. it’s just there. open. growing a bit each day, feeding of the darkness that has become a known companion. gnawing at this thing we call a soul. so each day, a
A perda do meu eu mais querido
Gostava de nunca te ter conhecido. Cada momento que passo ao teu lado leva um pouco de mim, no início era bonito esse ato de altruísmo que fazia sem pensar duas vezes, mas ao longo do tempo dei tanto de mim que já não me reconheço. Não consigo mais romantizar tudo, já não resta um pingo de ingenuidade. Nunca te consigo deixar por completo e tudo que era meu (ou que era eu) dei-te. Sempre pensei que todas as pessoas que passam na nossa vida deixam um bocadinho de si, mas conti
Untitled
Can we touch hands? Just for a little while longer—can we? I don’t need you to hold me anywhere else, just my hand. Or maybe not even that—just let your hand linger close to mine, close enough that I can feel you’re still here. Close enough to sense your presence, but far enough to remind me you’re going to leave. How selfish am I, wanting to hold your hand a moment longer after I was the one who broke the hug you gave me? Am I so lost in myself that I can’t let go, even when
15 de novembro
Sempre a tentar relembrar-me o porquê de eu estar a fazer tudo isto. A lembrar-me que ainda falta um ano para acabar e fazer o quê depois, e para quê? Uma realidade tão distinta da que imaginei ter nesta altura. Sensação de que não fiz quase nada e não tenho quase ninguém. Garganta seca, estômago revirado, um frio interior. Se não me disserem nada, não tenho de inventar desculpa para não ir. Se não disserem, por outro lado, é a confirmação do pouco que resta. Ansiedade quase
Em ti eu (já não) penso
Hoje escrevo, mais do que nunca escrevo, escrevo enquanto te olho nos olhos, escrevo-te por uma última vez, a ti, que por mim nunca escreveste. A ti invejo. Invejo a tua indiferença. Invejo a tua calma. Gostava de ser como tu. Gostava de guardar estes sentimentos que tenho dentro de mim num congelador, ver as suas partículas esfriarem lentamente, ficarem imóveis, esquecidas durante o inverno. Gostava que fosses menos importante, que brilhasses menos aos meus olhos, que pudes
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