Untitled
Can we touch hands? Just for a little while longer—can we? I don’t need you to hold me anywhere else, just my hand. Or maybe not even that—just let your hand linger close to mine, close enough that I can feel you’re still here. Close enough to sense your presence, but far enough to remind me you’re going to leave. How selfish am I, wanting to hold your hand a moment longer after I was the one who broke the hug you gave me? Am I so lost in myself that I can’t let go, even when
15 de novembro
Sempre a tentar relembrar-me o porquê de eu estar a fazer tudo isto. A lembrar-me que ainda falta um ano para acabar e fazer o quê depois, e para quê? Uma realidade tão distinta da que imaginei ter nesta altura. Sensação de que não fiz quase nada e não tenho quase ninguém. Garganta seca, estômago revirado, um frio interior. Se não me disserem nada, não tenho de inventar desculpa para não ir. Se não disserem, por outro lado, é a confirmação do pouco que resta. Ansiedade quase
Em ti eu (já não) penso
Hoje escrevo, mais do que nunca escrevo, escrevo enquanto te olho nos olhos, escrevo-te por uma última vez, a ti, que por mim nunca escreveste. A ti invejo. Invejo a tua indiferença. Invejo a tua calma. Gostava de ser como tu. Gostava de guardar estes sentimentos que tenho dentro de mim num congelador, ver as suas partículas esfriarem lentamente, ficarem imóveis, esquecidas durante o inverno. Gostava que fosses menos importante, que brilhasses menos aos meus olhos, que pudes
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