top of page

Debaixo de água

Quero gritar. Quero bracejar. A ansiedade asfixia-me. Os pulmões enchem-se-me de água. Olho em volta: escuridão. Além: um sol cada vez mais distante e distante.. Porque é que me sinto tranquila, se me estou a afogar? Sorvo a água, involuntariamente (ou voluntariamente?),  Muda. Inábil. Inerte. Uma confusão de membros paralisados,  intenções estáticas e pensamentos aflitos. De repente, os sentidos de uma vida real  puxam-me de volta à superfície. Mas, não volto intacta, não. A

just a second

i don't think i’ve truly felt whole. there were times where the absence was just a echo in the back of my mind muffled by life and laughter and joy and brightness. but somewhere along the way, that piece, so singular and crucial i didn't even recall losing it, became jagged, a deep profound cut that never really closes. it’s just there. open. growing a bit each day, feeding of the darkness that has become a known companion. gnawing at this thing we call a soul. so each day, a

A perda do meu eu mais querido

Gostava de nunca te ter conhecido. Cada momento que passo ao teu lado leva um pouco de mim, no início era bonito esse ato de altruísmo que fazia sem pensar duas vezes, mas ao longo do tempo dei tanto de mim que já não me reconheço. Não consigo mais romantizar tudo, já não resta um pingo de ingenuidade. Nunca te consigo deixar por completo e tudo que era meu (ou que era eu) dei-te. Sempre pensei que todas as pessoas que passam na nossa vida deixam um bocadinho de si, mas conti

Untitled

Can we touch hands? Just for a little while longer—can we? I don’t need you to hold me anywhere else, just my hand. Or maybe not even that—just let your hand linger close to mine, close enough that I can feel you’re still here. Close enough to sense your presence, but far enough to remind me you’re going to leave. How selfish am I, wanting to hold your hand a moment longer after I was the one who broke the hug you gave me? Am I so lost in myself that I can’t let go, even when

15 de novembro

Sempre a tentar relembrar-me o porquê de eu estar a fazer tudo isto. A lembrar-me que ainda falta um ano para acabar e fazer o quê depois, e para quê? Uma realidade tão distinta da que imaginei ter nesta altura. Sensação de que não fiz quase nada e não tenho quase ninguém. Garganta seca, estômago revirado, um frio interior. Se não me disserem nada, não tenho de inventar desculpa para não ir. Se não disserem, por outro lado, é a confirmação do pouco que resta. Ansiedade quase

Deixa-nos uma mensagem, fala connosco!

Obrigado pela tua submissão!

© 2025 Jur.nal - Jornal Oficial dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

bottom of page