top of page

Poemas de Fernando Ruivo

Desconclusão Se cá estivesses, eu não teria morrido Mas também, sei que agora, o quanto pedir, não o concedereis Eu tive a oportunidade de mudar, de alguém ser Eu pude, não noutra como pensava, mas nesta vida Tantas vezes, Tu me ofereceste renascimento Ser algo novo, mudado, de alma renascida Tantas vezes plantaste oliveiras Mas eu não as regava Tantas vezes me procuraste Mas eu escondia-me Tantas vezes me falaste E eu não escutava Mesmo eu sendo pá partida, faca bota, defeit

Por quanto tempo?

Forçados a servir como meros espectadores pelos nossos governos - quer a nível nacional, quer a internacional -, todos os dias acordamos para ver horrores indescritíveis nas telas dos nossos dispositivos. Nós vemos, eles vivem. Por quanto tempo é que a etiqueta do “anti-terrorismo” servirá para destruir a vida de populações? Por quanto tempo é que o capital servirá de justificação para o extermínio? Por quanto tempo? Por quanto tempo? Não necessito de dizer ao que me refiro p

Coloco tudo isto na minha lista de afazeres

....  ver vestidos para a gala  ir buscar os meus óculos  estudar  não me esquecer que a ***** quer almoço segunda  ir ao ginásio  não me esquecer da maquilhagem  comprar a prenda de anos da minha mãe  apanhar autocarro às 14:30  Coloco tudo isto na minha lista de afazeres. Dependo disto para me lembrar das coisas, por mais importantes que sejam. Sem a fisicalidade, irei-me esquecer. Até da prenda de anos da minha mãe.  É patético. Não sou nada mais do que um casulo oco de al

Vejo-os no natal

Acordar, tirar café, ver mensagens que mandei antes de adormecer, sentar à secretária, abrir o computador e rezar para que a placa do teclado ainda não esteja desfeita. UFF ainda não foi desta. Respirar de alívio. Queimar a língua. Esperar que o café arrefeça, gato escaldado de água fria tem medo. Acabar a beber café frio e aguado, e agora parece melhor que apenas tivesse deixado queimar. Enviar uma candidatura. Duas se calhar, não vá o diabo tecê-las. Amanhã repetir, sem gra

I have a dog in me… and it’s killing me

Eu amo como um cão.  - I'm not your pet. I never liked you. I don't care about you. I won't wait for you. I bite. - Mas é mentira. Eu sou um bom cão. Não sou selvagem.  - I'm not a violent dog Apenas procuro o incondicional amor de um dono, de uma trela que me abrace o pescoço. Desesperada por uma festa na barriga, por alguém que me dê uma casa e me ponha comida na taça. Acho deveras triste. Amar como um cão e desejar ser amada como um gato.  - I bet on losing (dogs) owners C

Carta Aberta ao Ambientalismo Vazio

Se esta é a ressonância da nossa geração, então precisamos urgentemente de afinar a frequência. Queremos ressoar com os jovens, mas o eco que fica é o da artificialidade e da apropriação oportunista do discurso ambiental. Perdoem desde já a raiva que provavelmente vai transparecer nesta minha partilha, mas há limites quando falamos da imagem dos meus pares, da minha Instituição, e, primordialmente, do futuro do nosso planeta. Já chega de reclamar em surdina de atos vazios e e

A NOVA foi de ERASMUS à terra da falta de bom senso

E levou na mala meia dúzia de ideais plastificados, uma vontade difusa de mudança e um  mapa onde o destino final é sempre o conforto.  Foi com ar de quem sabe muito e vive pouco, embriagada em certezas sobre sistemas que mal  compreende, e com uma língua afiada para criticar o mundo, mas incapaz de se cortar ao espelho.  Aqui, reclama-se da carga horária como se os corredores da universidade fossem minas  de carvão, mas mal aparece um professor que exige mais do que a média,

Deixa-nos uma mensagem, fala connosco!

Obrigado pela tua submissão!

© 2025 Jur.nal - Jornal Oficial dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

bottom of page